Queixa

Extrema-esquerda alemã acusa Merkel de cumplicidade no assassínio de Soleimani

Extrema-esquerda alemã acusa Merkel de cumplicidade no assassínio de Soleimani

Deputados de extrema-esquerda alemães apresentaram esta quinta-feira uma queixa contra a chanceler Angela Merkel, acusando-a de cumplicidade no assassínio do general iraniano Qassem Soleimani, já que os Estados Unidos terão usado uma base alemã para atacar Bagdade.

"Não podemos aceitar que o Governo federal permita e apoie a guerra norte-americana feita por drones, que é contrária e, portanto, viola o Direito Internacional", referem oito deputados do partido de esquerda Die Linke.

O general Qassem Soleimani, comandante da força de elite iraniana Al-Quds, foi assassinado em janeiro num ataque com um drone contra o carro em que seguia ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No mesmo ataque morreu também o vice-presidente da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular [Hachd al-Chaabi], além de outras oito pessoas.

O ataque ocorreu três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana que durou dois dias e apenas terminou quando Trump anunciou o envio de mais 750 soldados para o Médio Oriente.

O Irão prometeu vingança e anunciou que deixará de respeitar os limites impostos pelo tratado nuclear assinado em 2015.

Além do chanceler, a queixa refere-se aos ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Heiko Maas, da Defesa, Annegret Kramp-Karrenbauer, e do Interior, Horst Seehofer.

"As ordens para esse ataque com drones só poderiam ser transmitidas a partir de uma estação de retransmissão em território alemão, a base aérea norte-americana em Ramstein", localizada no sudoeste do país, disseram os deputados em comunicado divulgado esta quinta-feira.

Ao autorizar o uso da base para ataques com drones, o Governo alemão foi cúmplice da execução do general iraniano, consideram os representantes do Die Linke,

"O Governo federal é obrigado a impedir violações do direito internacional no território alemão", afirmaram os deputados.

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