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Extremistas aproveitaram pandemia para espalhar ódio e dividir sociedades

Extremistas aproveitaram pandemia para espalhar ódio e dividir sociedades

A Europol alertou, num relatório publicado esta terça-feira, para o abuso dos extremistas durante a pandemia para espalhar a propaganda de ódio, dividir sociedades e aumentar a desconfiança nas instituições públicas.

De acordo com a agência europeia, desde o início da pandemia de covid-19 que tem havido "um aumento notável na intolerância aos oponentes políticos, enquanto o número de indivíduos que praticam violência verbal ou física também está a aumentar". A Europol afirmou que o aumento do extremismo de direita é uma especial preocupação, realçando, pelo menos, um ataque falhado da extrema-direita na Bélgica.

O relatório "Terrorism Situation and Trend Report" demonstrou que "no ano da pandemia de covid, o risco de radicalização online aumentou. Isso é particularmente verdadeiro para o terrorismo de direita", explicou Ylva Johansson, comissária de Assuntos Internos da Europa.

O pior ataque terrorista ocorreu em Hanau, perto de Frankfurt, na Alemanha, em fevereiro do ano passado, quando um atirador com ligações à extrema-direita matou nove pessoas num bar e num café.

A Europol destacou 57 ataques terroristas que resultaram, no total, em 21 mortes. No entanto, o número de detenções de suspeitos de terrorismo diminuiu para 449 na Europa e 189 no Reino Unido. Este número contrasta com as 1004 detenções realizadas em 2019.

O relatório salienta que também que a pandemia ajudou a reduzir o nível de perigo. Devido às restrições de vários países, "as oportunidades de perpetuar ataques terroristas com um grande número de vítimas diminuíram, pois muitos alvos fáceis, como eventos, museus, igrejas e estádios foram fechados ou acessíveis apenas a um pequeno número de pessoas".

No total, houve 10 ataques jihadistas consumados na União Europeia no ano passado: três no Reino Unido e dois ataques suspeitos na Suíça, ligados aos grupos terroristas Al-Qaeda e Estado Islâmico. Doze pessoas morreram e mais de 47 ficaram feridas nesses ataques, explicou o relatório.

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Os Estados da União Europeia "avaliaram que o terrorismo jihadista continua a ser a maior ameaça terrorista". Mas, especialmente com grupos de direita, a Europol afirmou que é importante realçar "a idade cada vez mais jovem dos suspeitos - muitos dos quais menores no momento da prisão".

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