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Falha consenso em reunião de diplomatas sobre adesão da Finlândia e Suécia à NATO

Falha consenso em reunião de diplomatas sobre adesão da Finlândia e Suécia à NATO

Os membros da NATO falharam esta quarta-feira um consenso sobre se devem iniciar conversações de adesão com a Finlândia e a Suécia, disseram diplomatas, com a Turquia a insistir nas suas objeções à adesão dos dois países nórdicos.

As fontes diplomáticas, citadas pela Associated Press mas que pediram anonimato, não detalharam o que é que, precisamente, está a impedir avançar nas conversações.

Os diplomatas dos países membros reuniram-se na sede da NATO, em Bruxelas, depois de os embaixadores da Finlândia e da Suécia terem apresentado os pedidos formais de candidatura para aderir à organização militar, num movimento que marca uma das maiores consequências geopolíticas da guerra da Rússia contra a Ucrânia.

O embaixador lituano, Deividas Matulionis, disse aos meios de comunicação suecos e finlandeses que os enviados tinham trocado pontos de vista sobre a sua segurança nacional.

"A discussão foi sobre isto, mas cabe à Turquia comentar", disse o embaixador.

Os funcionários da NATO também se recusaram a avançar mais informações, remetendo para as observações feitas anteriormente pelo secretário-geral, Jens Stoltenberg, que vincou a determinação em "resolver todas as questões e chegar a uma conclusão rápida".

A Turquia é o único aliado que expressou claramente a sua oposição à adesão da Finlândia e da Suécia, com o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, a acusar os dois países de fecharem os olhos às atividades do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ou PKK, apesar de o grupo constar da lista negra antiterrorismo da União Europeia.

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Stoltenberg disse que a aliança militar está pronta para aproveitar um momento histórico e avançar rapidamente para permitir que a Finlândia e a Suécia se juntem às suas fileiras, depois de os dois países terem apresentado hoje os seus pedidos de adesão.

Os países só beneficiarão da garantia de segurança do artigo 5.º da NATO - a parte do tratado fundador da Aliança que promete que qualquer ataque a um membro é considerado um ataque a todos eles - uma vez concluído o processo de ratificação da adesão, provavelmente dentro de alguns meses.

O processo geralmente demora entre oito a 12 meses, mas a NATO quer avançar rapidamente, dada a ameaça de segurança que os países nórdicos consideram que paira sobre eles depois do ataque da Rússia à Ucrânia.

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