Fraude

Falsificam documentos para entrar em Medicina: polícia brasileira detém 19 alunos

Falsificam documentos para entrar em Medicina: polícia brasileira detém 19 alunos

Uns estavam matriculados em cursos de Medicina fora do Brasil. Outros nunca tinham estado nesse curso. Esquema de falsificação de documentos no processo de transferência entre universidades resulta na detenção de 19 pessoas.

A polícia brasileira prendeu, na quarta-feira, 19 estudantes de Medicina suspeitos de terem apresentado documentação falsa no processo de transferência para a Universidade de Rio Verde, em Goiás. As detenções ocorreram em plena sala de aula, com os alunos a serem escoltados até à esquadra para serem ouvidos.

Dos 19 estudantes sinalizados, 17 foram detidos em Goianésia, um em Formosa e outro em Barreiras, na Bahia. Quatro deles são da mesma família (uma mulher, os dois filhos e o irmão), havendo ainda quatro casais.

De acordo com a imprensa local, alguns deles não estavam sequer a estudar Medicina quando pediram transferência para o sexto período do curso: o internato, altura em que já começam a ter contacto com pacientes em centros de saúde de várias cidades.

"Muitos confessaram o esquema de fraude. Temos estudantes que estavam num curso de Medicina no Paraguai e na Bolívia. Outros nunca tinham estudado Medicina e há também alguns formados em áreas como Fisioterapia e Enfermagem", revelou Danilo Fabiano, da Polícia Civil. Segundo explicou, a transferência entre faculdades apenas é permitida quando o aluno está matriculado numa instituição do ensino superior brasileira. Para contornarem essa regra, arranjaram documentos falsos.

Um esquema já utilizado em várias universidades. "Identificámos oito faculdades que tiveram os nomes usados para a falsificação. E temos indícios de mais dez onde há alunos com documentação irregular", avançou Fabiano.

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A investigação efetuada pelas autoridades começou a pedido da Universidade de Rio Verde, que identificou "fortes evidências de fraude". Entretanto, os estabelecimentos de ensino superior apontados como os de origem desses alunos confirmaram as irregularidades. Os processos de transferência não foram travados, propositadamente, para não atrapalhar as buscas.

Os estudantes vão ser expulsos e podem ainda responder, em tribunal, pelos crimes de falsificação de documentos, associação criminosa e atentado à vida de outras pessoas, além de terem de devolver aos cofres estatais o dinheiro das bolsas de estudo que lhes foram atribuídas.

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