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Covid-19

Farmacêuticas dizem que problemas na produção de vacinas são inevitáveis

Farmacêuticas dizem que problemas na produção de vacinas são inevitáveis

Ouvidos esta quinta-feira no Parlamento Europeu, os CEO das sete empresas farmacêuticas que se comprometeram a desenvolver vacinas contra a covid-19 para a União Europeia asseguram que estão a trabalhar para ultrapassar os problemas de produção, que consideram inevitáveis, e a desenvolver todos os esforços para aumentar a capacidade de fabrico. A maioria prometeu melhorias no segundo trimestre.

Um dos mais questionados, e visados, pelos eurodeputados foi a AstraZeneca, que vai entregar menos de metade das vacinas prometidas neste primeiro trimestre. O diretor executivo atribui o atraso a "questões complexas" de produção, incluindo "uma produção inferior à esperada na cadeia de fornecimento europeia".

"Quer fabriquem carros, aviões ou mesmo vacinas, há muitas vezes problemas com o fabrico. Normalmente, na nossa indústria temos anos para aperfeiçoar o processo. Aqui não tínhamos esse tempo", explicou Pascal Soriot referindo que "estão a trabalhar 24 horas por dia para aumentar a produção, mas que o aperfeiçoamento do processo leva tempo e não é isento de contratempos.

O grande desafio, disse ainda, "é melhorar o rendimento, ou seja, o número de doses que podem ser extraídas de um litro de vacina", rejeitando que a solução seja as empresas "abrirem novos locais de produção".

"Os problemas de produção são inevitáveis. Estamos a fazer num ano o que, normalmente, se faz em três ou quatro", reiterou o CEO da Moderna, cuja vacina foi a segunda a ser aprovada. "Sempre que há um erro humano, equipamento a avariar... ou matéria-prima de um dos nossos fornecedores com atraso de um dia, não se pode começar a fabricar o produto", afirmou Stephane Bancel.

A Pfizer "está a cumprir os acordos nas entregas", garantiu Angela Hwang, presidente da Biopharma, recordando que "o calendário da distribuição foi afetado pelo calendário da aprovação das vacinas".

A Johnson&Johnson, que já pediu a comercialização de vacina na UE, está a construir três fábricas e outras infraestruturas para reforçar a produção. "Estamos a acelerá-la", revelou o vice-presidente, Paul Stoffels, confiante de que a empresa cumprirá o objetivo de vacinar 200 milhões de europeus no prazo de um ano.

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