Crise

Feridos na fronteira da Venezuela continuam internados no Brasil

Feridos na fronteira da Venezuela continuam internados no Brasil

Dezoito venezuelanos feridos nos confrontos de fevereiro com tropas de Nicolás Maduro, perto da fronteira com o Brasil, continuam internados num hospital brasileiro, informou esta terça-feira a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) do estado de Roraima.

Num comunicado divulgado à imprensa, a Sesau declarou que deram entrada no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, entre 22 e 24 de fevereiro, 23 venezuelanos, dos quais 19 apresentavam ferimentos de tiros e quatro tinham marcas de agressões físicas.

Desses 23 venezuelanos feridos, três morreram, dois deles indígenas da etnia pemón, dois já receberam alta médica e 18 continuam hospitalizados, apresentando um quadro estável.

O indígena venezuelano Kliver Alfredo Perez Rivero, de 24 anos, estava internado no Hospital Geral de Roraima e foi o primeiro ferido nos conflitos a morrer após receber tratamento no Brasil.

A causa da morte foi falência múltipla de órgãos após a vítima ter sido ferida por disparos no tórax, com lesões no fígado e intestino, segundo noticiou o portal de notícias brasileiro G1.

O prefeito de câmara de Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana onde decorreram os confrontos, Emilio González, disse que, pelo menos, 25 pessoas morreram na sequência dos conflitos, mas os números oficiais apontam para cinco mortos.

Os confrontos junto à fronteira entre a Venezuela e o estado brasileiro de Roraima aconteceram quando dois camiões com ajuda humanitária foram impedidos de avançar pelo exército de Caracas.

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