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Filha de Kadafi dada como morta nos anos 80 está viva

Filha de Kadafi dada como morta nos anos 80 está viva

A filha adoptiva de Muammar Kadafi dada como morta num bombardeamento norte-americano em 1986 sobreviveu, estudou inglês no British Council e medicina na universidade, noticia, esta sexta-feira, um jornal irlandês.

A teoria é sustentada por documentos encontrados por um jornalista do "Irish Times" em Bab al-Azizia, o quartel general e residência da família do líder líbio em Tripoli.

Entre os documentos encontrados num quarto do complexo estavam um teste de uma universidade líbia de medicina assinado em árabe "Hana Muammar Kadafi" e fotografias da jovem com a irmã Aisha, filha de sangue do coronel.

O "Irish Times" refere ainda um certificado datado de 19 de Julho de 2007 que mostra que Hana teria obtido uma nota "A" num curso de língua no British Council, o instituto oficial britânico de promoção do idioma e cultura britânicos.

A filha adoptiva de Kadafi foi dada como uma das 37 vítimas dos bombardeamentos norte-americanos de 15 de Abril de 1986 sobre Trípoli e Bengazi (no noroeste da Líbia) por "alegado apoio" da Líbia ao terrorismo.

Em Agosto, o jornal alemão "Die Welt" tinha tirado a mesma conclusão quando publicou o conteúdo da lista de 23 membros do clã Kadafi com contas na suíça, entre os quais se encontrava Hana.

Se a data de nascimento indicada, 11 de Novembro de 1985, é correta, teria seis meses na altura dos ataques dos EUA.

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Informações adicionais obtidas pelo jornal alemão faziam crer que Hana Kadafi era médica e trabalhava para o ministério da Saúde.

Durante muitos anos foi questionada a veracidade da morte de Hana Kadafi, usada pelo regime para empolar o sentimento anti ocidental.

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