Timor-Leste

Flores e retratos pelas vítimas do massacre de Santa Cruz 28 anos depois

Flores e retratos pelas vítimas do massacre de Santa Cruz 28 anos depois

Há 28 anos o cemitério de Santa Cruz, em Díli, foi palco de um massacre cujas imagens pressionaram a comunidade internacional e despertaram o mundo para o sofrimento do povo de Timor-Leste, então sob ocupação da Indonésia.

Esta terça-feira, familiares, amigos, anónimos, governantes e o presidente timorense, Francisco Guterres, rumaram ao Cemitério de Santa Cruz para lembrar as vítimas do massacre de 12 de novembro de 1991, quando tropas indonésias dispararam indiscriminadamente contra milhares de timorenses que pacificamente pediam a independência. Terão morrido 271 pessoas, além de centenas que foram detidas e muitas torturadas.

Decisivas para o futuro de Timor-Leste e do seu povo foram as imagens do massacre filmadas pelo jornalista inglês Max Stahl. A ativista holandesa de direitos humanos Saskia Kouwenberg conseguiu sair do país com a cassete e o mundo viu e ouviu horrorizado aquelas pessoas a correr pelo cemitério a tentar escapar às rajadas de tiros.