Ambiente

Fogos violentos no norte da Europa e Portugal com pouco sol e menos calor

Fogos violentos no norte da Europa e Portugal com pouco sol e menos calor

Pelo menos onze fogos de grandes proporções estão a atingir com violência zonas do Circulo Polar Ártico. A Suécia, que tem registado temperaturas superiores aos trinta graus, é o país mais afetado e já solicitou ajuda à União Europeia.

Dezenas de milhares de pessoas já foram avisadas para permanecer dentro de casa e fecharem as janelas para evitarem a inalação de fumo. Os serviços ferroviários foram suspensos na zona do Círculo Polar Ártico.

Um cenário que mais parece saído de um qualquer filme apocalíptico mas que é real e está estampado nos radares da Copernicus, um observatório que regista os fogos em continente europeu. Foram contabilizados sessenta fogos na Suécia, em algumas áreas da Noruega, Finlândia e Rússia.

A Noruega foi um dos primeiros países a responder às necessidades da Suécia, enviando para o país vizinho seis helicópteros de combate aos incêndios. A Itália vai enviar dois Canadair, com a capacidade de despejar mais de seis mil litros de água, para a a zona de Örebro, no centro da Suécia.

"Este é definitivamente um dos piores anos em termos de incêndios", disse, citado pelo "The Guardian", Mike Peacock, investigador científico.

Apesar de os fogos nesta região serem comuns nesta altura do ano, os especialistas estão preocupados pela aproximação de grandes fogos à zona do Ártico, uma região pouco habituada a enfrentar fogos florestais.

"São áreas com temperaturas amenas e húmidas e onde se desenvolve vegetação que cria uma elevada reserva de carborno. Quando estes ecossistemas densos em carbono experimentam aridez e calor há uma forte probabilidade de incêndios", disse Vincent Gauci, especialista da Open University.

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Grande parte do hemisfério norte enfrenta temperaturas muito elevadas e pouco comuns mesmo para esta altura do ano. Em Inglaterra, por exemplo, já foram batidos vários recordes de calor e a Ucrânia enfrenta um dos piores anos da sua história no que se refere a incêndios florestais.

Portugal com menos incêndios e pouco calor

Por outro lado, Portugal tem registado temperaturas mais amenas do que o habitual para esta altura do não. O mês de junho em Portugal continental foi o segundo mais chuvoso dos últimos 18 anos.

Segundo o Boletim Climatológico do Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA), desde o virar do milénio só houve um junho mais chuvoso, o de 2007. O valor médio da temperatura máxima do ar (25,17 graus) foi inferior ao normal, sendo o segundo valor mais baixo desde o ano 2000.

As temperaturas mais baixas contribuem para menos fogos. O ano de 2018 apresenta, até à data, o quarto valor mais reduzido em incêndios e o segundo mais baixo em área ardida da última década ao registar 6035 fogos que consumiram 1844 hectares, segundo dados divulgados, esta terça-feira.

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