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Forças de segurança libertaram maior parte dos reféns em centro comercial

Forças de segurança libertaram maior parte dos reféns em centro comercial

O Exército do Quénia anunciou, domingo à noite, que os militares libertaram a maior parte dos reféns que ainda estavam sob o jugo dos terroristas, um dia depois de um ataque armado que causou pelo menos 68 mortos, num centro comercial em Nairobi.

"A maioria dos reféns foi libertada e as Forças de Defesa do Quénia controlam a maior parte do edifício", adiantou o Coronel Cyrus Oguna, em declarações à televisão local KTN, sem adiantar mais detalhes.

Não se sabe ao certo quantos reféns foram libertados, muito menos quantos estarão nas mãos dos terroristas. Segundo alguns media locais, há ainda pelo menos 10 pessoas sequestradas.

As forças de segurança quenianas lançaram, domingo à noite, uma operação contra os islamitas entrincheirados num centro comercial de Nairobi, para os neutralizar "durante a noite", e encontraram mais corpos, elevando o balanço para 68 mortos.

De acordo com a Cruz Vermelha, mais "nove corpos" foram encontrados durante a operação, lançada ao início da noite em Nairobi.

Antes, a polícia tinha anunciado recear que o balanço das vítimas fosse mais elevado que os 59 já anunciados, já que as forças de segurança viram numerosos corpos caídos em vários locais do centro comercial 'Westgate', durante a intervenção.

"Alguns atacantes continuam armados, lançam granadas e disparam contra os polícias", indicou ainda fonte policial.

De acordo com um militar queniano, as forças de segurança fracassaram, no primeiro assalto, a tentativa de neutralizar os islamitas, que detêm ainda um número indeterminado de reféns. Mas o centro queniano de gestão da crise disse esperar que o ataque termine "esta noite".

Mais de mil pessoas foram socorridas, desde sábado a meio do dia, no centro comercial de luxo, cheio de quenianos e estrangeiros. As autoridades quenianas afirmaram que entre dez e 15 atacantes ainda se encontram hoje no edifício.

Vários estrangeiros, incluindo dois franceses, três britânicos, um sul-africano, uma sul-coreana, uma holandesa, um peruano e dois indianos, morreram no ataque.

Numerosos ocidentais, alvos privilegiados dos atacantes, contam-se entre os 175 feridos, de acordo com fontes oficiais.

O ataque deu-se no sábado, ao início da tarde, quando um comando islamita entrou no centro comercial, abrindo fogo com armas automáticas e granadas sobre a multidão de clientes e funcionários.

Este é o atentado mais mortífero, em Nairobi, desde o ataque suicida da al-Qaeda em agosto de 1998 contra a embaixada dos Estados Unidos, que causou mais de 200 mortos.

Interesses israelitas no Quénia - como alegadamente o "Westgate Mall" - foram já alvos de ataques reivindicados pela al-Qaeda: em 2002, um atentado suicida perpetrado por três suicidas contra um hotel frequentado por turistas israelitas causou 15 mortos, perto de Mombaça.

Quase ao mesmo tempo, um avião israelita, com 261 passageiros, escapou a dois mísseis, disparados quando levantava voo, também em Mombaça.

O ataque contra o "Westgate" foi reivindicado no sábado à noite pelos rebeldes islamitas 'shebab' somalianos, aliados da al-Qaeda, como uma operação de represálias contra a intervenção de tropas quenianas na Somália.

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