Mundo

França defende Jerusalém como capital de Israel e Palestina

França defende Jerusalém como capital de Israel e Palestina

A França juntou-se ao coro de críticas à decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de transferir a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, que segundo a Rússia aumentará o clima de tensão entre palestinianos e israelitas.

"Jerusalém é uma questão de segurança internacional. A solução só pode ser encontrada através de negociações entre israelitas e palestinianos sob a égide da ONU", disse o presidente francês, Emmanuel Macron aos jornalistas durante uma visita ao Qatar.

Classificando a opção norte-americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel como uma "decisão unilateral", Macron afirmou que a França continua a defender "uma solução de dois Estados, israelita e palestiniano, com Jerusalém como capital de ambos".

Macron chegou esta quinta-feira ao Qatar para uma visita de um dia, numa altura em que aquele país do Golfo enfrenta o isolamento e o boicote de alguns dos seus vizinhos árabes.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu na quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, afirmando que "há muito que já deveria ter sido tomada" esta decisão.

Rússia teme "consequências perigosas e incontroláveis"

A Rússia manifestou hoje uma "séria preocupação" perante a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump. "Moscovo encara com uma séria preocupação as decisões anunciadas por Washington. A nova posição declarada pelos Estados Unidos sobre Jerusalém ameaça complicar ainda mais as relações israelo-palestinianas e, em geral, a situação na região", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, num comunicado.

PUB

A diplomacia russa instou "todas as partes envolvidas a demonstrarem cautela e a evitarem ações que possam levar a consequências perigosas e incontroláveis".

"Devemos prestar uma especial atenção às garantias para que todos os crentes possam aceder livremente aos lugares sagrados de Jerusalém", sublinhou a mesma nota informativa.

O anúncio do Presidente norte-americano, que foi recebido por uma onda de contestação diplomática na Europa e no Médio Oriente, representa uma rotura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana na questão israelo-palestiniana.

Donald Trump também anunciou que vai dar ordens ao Departamento de Estado para mudar a embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG