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França: estados de emergência sucessivos podem criar o vício de violar liberdades

França: estados de emergência sucessivos podem criar o vício de violar liberdades

A covid-19 trouxe a este país à beira-mar plantado uma realidade desconhecida de muitos - viver sob estado de emergência, já que desde os anos 1970 este instrumento legal nunca havia sido usado em Portugal. Mas para os franceses esta é uma realidade que parece não ter fim. Nos últimos 66 anos, a França passou por sete estados de emergência, tendo vivido cerca de metade dos últimos seis anos com as liberdades individuais limitadas por aquele expediente.

O debate em França tem sido intenso e, numa altura em que o estado da saúde pública é frágil e demasiado instável devido ao novo coronavírus, que já ceifou mais de quatro milhões de vidas a nível mundial, questiona-se, severamente, os efeitos nefastos dos sucessivos estados de emergência na democracia do país.

Ao JN, Sandra Fernandes, professora da Universidade do Minho, doutorada em Ciência Política e especialista em Relações Internacionais, pôs em perspetiva os prós e os contras da situação atual em França, admitindo que "é preciso pensar noutras medidas que não sejam tão limitadoras das liberdades", mas confessando que não tem uma "visão tão dramática sobre as consequências para a democracia".

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