França

França "favorável a evolução" no acesso de búlgaros e romenos ao trabalho

França "favorável a evolução" no acesso de búlgaros e romenos ao trabalho

O primeiro-ministro francês afirmou, esta quarta-feira, que é "favorável a uma evolução" das medidas transitórias que limitam o acesso de búlgaros e romenos, como a grande maioria dos ciganos em França, ao mercado de trabalho do país.

Na primeira entrevista depois das férias, Jean-Marc Ayrault afirmou, aos microfones da rádio RMC e da televisão BFM-TV, ser "favorável a uma evolução" das regras, previstas para durarem até ao fim de 2013, que restringem o trabalho destes cidadãos a 150 profissões, e condicionam o acesso ao emprego a um pedido de autorização para trabalhar e ao pagamento pelo empregador de um imposto ao Gabinete Francês da Imigração e Integração.

Estas medidas transitórias continuam em vigor em alguns países europeus, nomeadamente em França, mas podem ser revogadas por decisão dos governos.

Jean-Marc Ayrault defendeu ainda o seu ministro do Interior, Manuel Valls, criticado pela esquerda por ter ordenado o desmantelamento de diversos acampamentos ilegais de ciganos, na sequência de decisões judiciais.

"É preciso encarar as coisas como elas são: os acampamentos ilegais cresceram", afirmou o primeiro-ministro, considerando a situação "inaceitável", e defendendo que "as decisões da Justiça devem ser aplicadas", ao mesmo tempo que se encontram "soluções transparentes, com firmeza e humanidade".

O chefe do governo francês preside, esta tarde, a uma reunião interministerial sobre esta problemática, e recebe também o Coletivo dos Direitos do Homem Romeurope.

Também hoje, em entrevista ao diário belga "Le Soir", a comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, fez saber que Bruxelas espera da França "medidas concretas e financiamentos precisos" para melhorar a situação dos ciganos no país.

A comissária deu o exemplo da revogação das medidas que limitam o acesso de búlgaros e romenos ao mercado de trabalho, e considerou que essa decisão seria um "sinal forte" de Paris aos ciganos originários destes dois Estados-membros.

Na sequência do desmantelamento de diversos acampamentos de ciganos no último mês em França, a Comissão Europeia fez saber que estava atenta à ação do país, tal como em 2010, quando o então Presidente, Nicolas Sarkozy, acusou estas pessoas de serem um foco de problemas para a segurança.

De acordo com o Coletivo Romeurope, vivem em França entre 15 mil e 20 mil ciganos, metade destes na região parisiense.

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