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Covid-19

França levanta algumas das restrições pandémicas

França levanta algumas das restrições pandémicas

França levantou, esta quarta-feira, várias das restrições impostas para conter o mais recente surto de covid-19. As autoridades esperam que um declínio recente nos casos diários alivie em breve a pressão sobre os hospitais.

A medida dividiu especialistas depois de as autoridades relatarem infeções recorde no mês passado, com críticos a acusar o governo de fazer uma aposta precipitada no retorno à normalidade. Porém, o presidente Emmanuel Macron considera que as vacinas conterão a pandemia, num momento em que o certificado de vacinação é exigido para aceder tudo, desde bares e restaurantes a cinemas e transportes públicos de longa distância.

Segundo o Governo, mais de 90% dos adultos estão vacinados e serão necessárias doses de reforço ou certificado de recuperação - um resultado negativo já não será aceite.

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A partir desta quarta-feira, o uso de máscaras ao ar livre deixa de ser obrigatório, bem como os limites de capacidade de lotação em teatros, espetáculos e eventos desportivos. Trabalhar em casa também deixa de ser obrigatório, embora continue a ser altamente recomendado.

Uma segunda etapa de flexibilização está marcada para 16 de fevereiro, quando as discotecas poderão reabrir após o encerramento em dezembro. Comer e beber também será permitido em estádios, cinemas e transporte público a partir dessa data.

Macron também sugeriu, numa entrevista publicada na terça-feira, que as restrições impostas às escolas, que incluem requisitos de máscara, poderão ser aliviadas após as férias de inverno programadas para o final deste mês.

As autoridades veem a ameaça da variante ómicron como menos perigosa do que as estirpes anteriores do vírus, embora seja mais contagiosa. "Vimos uma fraca reversão da tendência nos últimos dias, com menos casos declarados a cada dia do que sete dias antes", disse o porta-voz do governo Gabriel Attal à rádio "France Info".

Attal considera isso um "sinal muito encorajador", mas as autoridades "permanecem cautelosas" por causa de uma subvariante "muito contagiosa" do ómicron, BA.1, que parece ter atrasado o pico de infeções noutros países. França também ainda tem cerca de 3750 pacientes em cuidados intensivos e, em média, 261 mortes por dia.

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