Imigração

França não aceita imigrantes económicos dos naufrágios no mediterrâneo

França não aceita imigrantes económicos dos naufrágios no mediterrâneo

A França quer que a União Europeia tome medidas de urgência para socorrer os imigrantes indocumentados que atravessam o Mediterrâneo, mas recusa a intenção de modificar a sua política de não aceitar imigrantes económicos.

"A posição da França é a de não é aceitar a imigração económica" e "não vamos mudar", sublinhou, esta quarta-feira o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Jean-Marie Le Guen, em entrevista transmitida pela rádio RMC e pelo canal BFM TV.

Le Guen insistiu que "não é possível receber imigração económica", porque "não é nem a política da França nem a de outros países europeus".

"Há certos imigrantes que podemos acolher" desde que cumpram as condições para obter o direito de asilo, área que está a ser reformada no sentido de se agilizarem prazos, disse.

Um dia antes de uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da EU, convocada para Bruxelas na sequência do naufrágio do passado fim de semana, que provocou a morte de cerca de 800 pessoas, o secretário de Estado francês considerou urgente "socorrer os imigrantes" e "lutar contra os traficantes".

Le Guen acrescentou que "há que cooperar com os países de origem e de trânsito" dos imigrantes, dando como exemplo o trabalho que tem sido levado a cabo sobre estas questões com o Níger.

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