Reconhecimento

França pede desculpa a combatentes muçulmanos na guerra da Argélia e promete recompensa

França pede desculpa a combatentes muçulmanos na guerra da Argélia e promete recompensa

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu esta segunda-feira, publicamente, desculpa aos combatentes muçulmanos que lutaram ao lado da França na guerra contra a Argélia, os harkis, e prometeu criar uma lei de "reconhecimento e reparação".

"A República tem uma dívida em relação aos harkis e pedimos perdão. A França faltou ao seu compromisso para com os harkis, as suas mulheres e os seus filhos", disse hoje o Presidente da República. no Palácio do Eliseu.

Cerca de 85 mil soldados muçulmanos combateram pela França na guerra da Argélia, mas apenas metade desses militares foi reconhecida como tal e levada para França após os acordos de Evian, que, em 1962, estabeleceram a paz entre os dois países.

O fim da guerra não apaziguou a Argélia e os homens que combateram pela França foram perseguidos violentamente e muitos deles massacrados. Os que conseguiram chegar a França foram muitas vezes internados em campos provisórios com más condições de vida.

Como forma de compensação, Emmanuel Macron vai criar um fundo de reparação de cerca de 300 milhões de euros, já definido numa proposta de lei em que a França reconhece os prejuízos causados a estes combatentes e às suas famílias.

Este anúncio foi feito a poucos dias do início da jornada nacional de homenagem aos harkis que decorre no dia 25 de setembro.

O Presidente francês convidou ainda cerca de 300 pessoas para estarem hoje presentes no Palácio do Eliseu, entre os quais se contam antigos combatentes e as suas famílias, alguns deles responsáveis pelas associações que lutam pelos direitos destes soldados.

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