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França proíbe reuniões com mais de mil pessoas

França proíbe reuniões com mais de mil pessoas

O ministro francês da Saúde, Olivier Véran, anunciou a proibição de se realizarem no país reuniões com mais de mil pessoas, uma medida que visa conter a propagação do Covid-19. Há 1126 pessoas infetadas e 19 mortes no país.

Olivier Véran anunciou a medida após uma reunião do Conselho de Defesa e Segurança Nacional, que durou mais de duas horas, no palácio presidencial do Eliseu.

"À escala nacional, todas as reuniões de mais de mil pessoas são agora proibidas. As autarquias e ministérios enviarão uma lista de eventos considerados essenciais para a vida da nação", afirmou, especificando que manifestações, competições e o uso de transporte público não estariam contemplados.

Até agora, o governo francês tinha proibido as reuniões à porta fechada de mais de cinco mil pessoas. Uma ordem emitida no sábado reduziu a duração da proibição para 15 de abril, quando inicialmente era até 31 de maio.

Espera-se que a nova medida anunciada este domingo tenha grande impacto no mundo do desporto e dos espetáculos. O número de eventos cancelados já aumentou. O Salão do Livro, agendado para 20 a 23 de março, e a Tattoo World Cup, originalmente agendada entre 13 e 15 de março em Paris, são exemplos de eventos que já foram cancelados.

"Ainda estamos no estádio 2 esta noite, o que significa que a nossa prioridade é fazer tudo o que pudermos para retardar a circulação do vírus em território nacional", sublinhou o ministro.

"A epidemia não tem, nesta fase, afetado todo o país, mas está a progredir em certas zonas onde a atividade viral é muito dinâmica. Noutras, a atividade viral permanece até hoje, pouco ou nada detetada", disse Olivier Véran, num momento em que a meta simbólica de mil casos confirmados foi ultrapassada, com o anúncio oficial de 1126 pessoas infetadas e 19 mortes no país.

Outra medida anunciada foi um alargamento das condições para o exercício da telemedicina.

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