Covid-19

França recomenda vacina da AstraZeneca só para maiores de 55 anos

França recomenda vacina da AstraZeneca só para maiores de 55 anos

Embora tenha dado luz verde para a retoma "sem demora" do uso da vacina da AstraZeneca contra a covid-19, o regulador de saúde francês recomendou, esta sexta-feira, que a substância seja administrada apenas a pessoas com 55 anos ou mais.

O argumento é o facto de os casos relatados de formação coágulos sanguíneos - que não são significativos dentro do universo de vacinados e cuja ligação à vacina não foi confirmada pelos peritos da Agência Europeia do Medicamento - terem sido verificados em pessoas com menos de 55 anos.

A nova indicação altera uma que havia até há bem pouco tempo. Durante várias semanas, a vacina da AstraZeneca não era recomendada por vários países, incluindo França e Portugal, precisamente para pessoas com 65 anos ou mais, uma vez que, nessas idades, não haveria evidência de eficácia. Só no início de março é que o Governo francês alargou a idade de toma da vacina da farmacêutica anglo-sueca, reservada para pessoas entre os 50 e os 64 anos, para pessoas com até 75 anos.

EMA não descarou ligação em definitivo

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, de 55 anos, deve receber a vacina ainda esta sexta-feira, numa tentativa de aumentar a confiança depois de o regulador europeu de medicamentos (EMA, na sigla em inglês) ter concluído que a vacina é "segura e eficaz" e não ter encontrado evidências de ligação "a um aumento no risco geral de eventos tromboembólicos ou coágulos sanguíneos", embora não tenha podido descartar "definitivamente" essa hipótese.

Embora incomuns, os casos reportados são "graves", disse Dominique Le Guludec, chefe do regulador francês de saúde (HAS), notando que, até novos dados sobre o assunto, os menores de 55 anos devem vacinar-se com as outras três substâncias já aprovadas no país (a da Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson).

Até 16 de março, foram identificados na Europa 25 casos de coágulos sanguíneos, que resultaram em nove mortes, todas entre pessoas com menos de 55 anos e a maioria mulheres. Em França, de um universo de 1,4 milhões de doses administradas, registaram-se dois casos (um num homem de 51 anos e outro numa jovem de 25).

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