Crise

Funchal expressa "solidariedade" e pede reposição da democracia na Venezuela

Funchal expressa "solidariedade" e pede reposição da democracia na Venezuela

A Câmara Municipal do Funchal expressou esta quinta-feira a sua "solidariedade" com o povo venezuelano, vincando que as previsões apontam para que esteja em marcha um movimento de "reposição da normalidade democrática" no país.

"Expressamos o nosso apoio não só a todo o povo venezuelano, mas também aos lusodescendentes que têm sofrido muito com a situação quase caótica em que caiu a vida na Venezuela, uma situação socioeconómica muito degradada", afirmou o vice-presidente da autarquia, Miguel Gouveia, após a reunião do executivo camarário.

A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades madeirenses, sendo que a instabilidade no país já motivou o regresso à região autónoma de mais de 6.000 emigrantes desde 2016 e as previsões apontam para que o número continue a aumentar.

Na quarta-feira, centenas de pessoas, na maioria emigrantes e ex-emigrantes, concentraram-se no Largo do Município, junto ao edifício da Câmara Municipal, numa manifestação contra o Governo de Nicolás Madura e de apoio a Juan Guaidó, que se autoproclamou nesse dia Presidente interino da Venezuela.

Uma bandeira venezuelana gigante com a palavra "Liberdade" encontra-se hoje pendurada na fachada principal da Câmara do Funchal.

"O município manifesta todo o apoio para haja efetivamente uma restauração da democracia, repondo os valores da liberdade e da justiça, e que isto seja encarado como uma causa comum a todas as instituições e partidos", afirmou Miguel Gouveia.

Da parte do Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, expressou na quarta-feira pleno respeito pela "vontade inequívoca" mostrada pelo povo da Venezuela, disse esperar que Nicolás Maduro "compreenda que o seu tempo acabou" e apelou para a realização de "eleições livres".

A Venezuela, país onde residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

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