África do Sul

Fundação Mandela diz que morte de Desmond Tutu é perda "imensurável"

Fundação Mandela diz que morte de Desmond Tutu é perda "imensurável"

A Fundação Nelson Mandela considerou como uma perda "imensurável" a morte do prémio Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu, salientando que o arcebispo emérito, que lutou contra o apartheid, "foi maior do que a própria vida".

Numa nota, a Fundação de Nelson Mandela, o falecido líder sul-africano que ao lado de Tutu lutou contra a segregação racial, considerou que "para muitas pessoas na África do Sul e no resto do mundo" a vida do arcebispo anglicano foi "uma bênção".

"As suas contribuições para as lutas contra a injustiça, local e globalmente, são comparáveis apenas à profundidade do seu pensamento sobre a construção de futuros libertadores para as sociedades humanas", acrescentou.

Para Shenilla Mohamed, diretor executivo da Amnistia Internacional na África do Sul, Desmond Tutu "nunca teve medo" de nomear os violadores dos direitos humanos, "fossem quem fossem".

"O seu legado deve ser honrado, continuando o seu trabalho para garantir igualdade para todos", acrescentou.

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Já o Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, primaz da igreja anglicana, a que pertencia o arcebispo sul-africano, recebeu a notícia da morte de Desmond Tutu "com profunda tristeza", mas também tem uma "profunda gratidão" pela sua vida.

"O amor de Arch [nome pelo qual era frequentemente tratado Desmond Tutu] transformou a vida de políticos e padres, habitantes de cidades e líderes mundiais. O mundo é diferente por causa deste homem", realçou.

Desmond Tutu, arcebispo emérito sul-africano e vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1984 pelo seu ativismo contra o regime de segregação racista do Apartheid, morreu este domingo, aos 90 anos.

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