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Furacão Sandy deixa pelo menos 16 mortos e cinco milhões de pessoas sem luz

Furacão Sandy deixa pelo menos 16 mortos e cinco milhões de pessoas sem luz

Pelo menos 16 pessoas morreram nos Estados Unidos e no Canadá na sequência dos ventos fortes e inundações causadas pela passagem do furacão Sandy. Entre as vítimas mortais há, pelo menos, três crianças. Cerca de cinco milhões de pessoas ficaram sem eletricidade.

O anúncio de duas mortes em Long Island, Nova Iorque, devido à queda de árvores elevou para 16 o número de pessoas que perderam a vida nos Estados Unidos e Canadá na sequência do furacão Sandy.

O Estado norte-americano de Nova Iorque é o que regista mais vítimas mortais, num total de sete, em Nova Jérsia outras três pessoas morreram e no Canadá há registo de uma morte.

Nos estados da Pennsylvania, Mariland e Connecticut terão morrido pelo mais cinco pessoas em acidentes relacionados com a tempestade.

A maioria das mortes deveu-se à queda de árvores sobre automóveis ou casas, de acordo com as autoridades locais.

A passagem do Sandy pelas Caraíbas causou 67 mortos, antes de atingir os Estados Unidos.

50 milhões de pessoas afetadas

Pelo menos 5,3 milhões de pessoas estão sem eletricidade em 11 Estados norte-americanos afetados pela tempestade Sandy, informou a cadeia de televisão CNN.

A tempestade passou por áreas de elevada densidade populacional, onde vivem cerca de 50 milhões de pessoas, deixando um rasto de devastação. As chuvas torrenciais, os ventos fortes e a subida das águas provocaram inundações repentinas e transbordo de rios.

Há árvores caídas, cabos eléctricos destruídos e outros danos materiais ainda impossíveis de contabilizar.

Em toda a costa Leste, os apelos das autoridades vão no sentido de pedir às pessoas que não se arrisquem a sair de casa, nem que usem as linhas telefónicas de emergência, a não ser que estejam em situação de risco de vida.

Em Nova Iorque, grande parte das pontes que rodeiam a cidade foi encerrada e a eletricidade na zona sul de Manhattan foi cortada, avançou o New York Times, afetando 250 mil lares.

A energia foi cortada quando a água começou a superar barreiras de proteção na baixa de Manhattan.

Em Battery Park, no sul da ilha de Manhattan, de onde partem os barcos com destino à Estátua da Liberdade, o nível da água alcançou um recorde histórico ao registar mais de 4,1 metros de altura cerca das 20.45 horas locais (0.45 em Lisboa), devido às inundações causadas pelo Sandy, segundo as televisões locais.

Até agora, o nível da água mais elevado já registado na zona era de 3,4 metros, alcançados em 1821.

O furacão Sandy, com ventos máximos de 130 quilómetros por hora, atingiu o território norte-americano perto de Atlantic City, em Nova Jérsia, cerca das 20:00 de segunda-feira (00.00 em Portugal), segundo o Centro Nacional de Furacões norte-americano.

Segundo o diário, há carros a boiar na rua Wall Street, na zona da baixa de Nova Iorque, onde há ruas completamente inundadas.

Há outras áreas da cidade onde a luz foi interrompida, na maioria dos casos devido à queda de árvores e corte de cabos eléctricos.

As lojas e supermercados ficaram com as prateleiras vazias, após os moradores terem resolvido armazenar comida, água e outros bens necessários em caso de emergência, como pilhas, lanternas e kits de pronto-socorro, para os próximos dias.

Algumas vias importantes da cidade estão submersas, assim como alguns dos muitos túneis usados pela enorme rede de transportes coletivos da cidade.

A fachada de um edifício com quatro andares, na 8ª avenida com a rua 15, colapsou, segundo os bombeiros nova-iorquinos. Não houve, todavia, vítimas a registar neste incidente.

A real dimensão dos estragos em Nova Iorque só será conhecida, provavelmente, amanhã de manhã. Para já, a cidade está paralisada e o nível de subida das águas dos rios East e Hudson estará a atingir novos recordes.

Três milhões sem luz e um milhão de evacuados

A Reuters avançou que cerca de um milhão de pessoas foram evacuadas.

Noutras áreas, as autoridades estão fazer fortes apelos para que as pessoas não saiam de casa nas próximas horas.

À medida que o Sandy se vai deslocando para norte, ao longo da costa leste, os danos não param de aumentar. Cerca de três milhões de pessoas estão sem eletricidade.

Ventos fortes e ondas perigosas

Num boletim emitido às 23.00 de segunda-feira em Lisboa, o centro de Furacões detalhou que o 'Sandy' tinha perdido as características tropicais, derivadas da sua origem geográfica e da sua estrutura interna, e passou a ser considerado um ciclone pós-tropical.

Os ventos com força de furacão do 'Sandy' estão a ser sentidos em grande parte da costa noroeste, desde o norte da península de Delmarva até Rhode Island e Massachusetts.

Espera-se ainda que estes ventos durem até à noite de terça-feira ou à manhã de quarta-feira, adiantou.

Por sua vez, o diretor da FEMA, Craig Fugate, garantiu que a sua agência está preparada para responder a qualquer situação causada pelo furacão.

"As nossas equipas estão a postos e prontos para fornecer alimentação, água engarrafada e material de abrigo. A Cruz Vermelha dos EUA e outras organizações estão a trazer as suas contribuições", detalhou.

O 'Sandy' era um furacão de categoria 1 na escala de intensidade Saffir-Simpson, cujo máximo é cinco, que e levou as autoridades de nove Estados dos EUA a declarar o estado de emergência.

*com Lusa