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G-20 reforça promessas de combate à fome e alterações climáticas pós-pandemia

G-20 reforça promessas de combate à fome e alterações climáticas pós-pandemia

Uma reunião de chefes da diplomacia do G-20 terminou, esta terça-feira, em Itália com promessas de intensificação de esforços no combate global à fome, especialmente em África, e às alterações climáticas após a pandemia de covid-19.

O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Luigi Di Maio, que foi o anfitrião do encontro em Matera, salientou o dever de combate à fome no continente africano, que considerou necessário para mitigar impacto na migração daquele continente para a Europa.

"O G-20 tem o dever de ajudar África a sair de um período difícil. Temos de o fazer de uma forma que as pessoas não voltem a ser obrigadas a abandonar os seus países e territórios. E não creio que alguém consiga travar esta batalha sozinho", disse Di Maio na conferência de imprensa de encerramento da reunião.

A Itália preside, atualmente, ao Grupo dos 20, que representa mais de metade da população mundial e cerca de 80% do PIB (Produto Interno Bruto) de todos os países do planeta.

No entanto, registaram-se momentos de discórdia na reunião, nomeadamente com a Alemanha e a China a trocarem acusações sobre a política de vacinas para os países em vias de desenvolvimento.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, disse que seria "importante que nos sentássemos nesta reunião com países como a Rússia e a China e que abordássemos abertamente o facto de não pensarmos muito na sua diplomacia de vacinas".

Heiko Maas referia-se ao facto de a Rússia e a China fornecerem ou venderam as suas vacinas aos países menos desenvolvidos, embora alguns países europeus como a Hungria e São Marino pretendam obter a vacina russa Sputnik V.

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Alguns países ocidentais acreditam que a China e a Rússia estão a fornecer as suas vacinas a países mais pobres para aumentar os seus níveis de influência sobre os mesmos.

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, que participou por videoconferência, rebateu as acusações da Alemanha e disse que a China "forneceu mais de 450 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 a 100 países".

Criticou, ainda, os países ocidentais ao acrescentar que as nações com capacidade para fornecer vacinas devem "evitar restrições às exportações e o açambarcamento".

Por sua vez, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, frisou que a forma de "acabar com a pandemia" passa por "levar mais vacinas a mais lugares" e que "a cooperação multilateral será a chave para travar esta crise global de saúde".

Blinken aproveitou a ocasião para elogiar o contributo dos EUA para o COVAX, o programa apoiado pelas Nações Unidas para fazer chegar as vacinas a nações carenciadas, que inclui cerca de 500 milhões de doses da Pfizer e 80 milhões de outras marcas.

Sobre as alterações climáticas, a decisão do executivo de Joe Biden de regressar ao 'combate' e ajudar a liderá-lo animou os defensores de medidas imediatas.

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