20.02.2021

Pablo Hasel​​​​​​​

Imagens dos confrontos em Barcelona entre manifestantes e polícia

Imagens dos confrontos em Barcelona entre manifestantes e polícia

Milhares de pessoas voltam a manifestar-se em Espanha, este sábado, pelo quinto dia consecutivo de protestos contra a prisão do rapper Pablo Hasel, com a polícia a mobilizar-se para conter a violência que marcou os protestos anteriores. Em Barcelona, alguns manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia.

Barcelona é este sábado palco de uma nova manifestação de apoio ao 'rapper' Pablo Hasél, condenado a prisão por glorificação do terrorismo e injuriar a monarquia espanhola, que levou à mobilização de milhares e desencadeou confrontos com a polícia.

Em Pamplona, alguns dos manifestantes começaram a insultar os agentes e a atirar-lhes objetos, o que originou cargas antimotim por parte da força de segurança. Durante os protestos também foram queimados caixotes do lixo. A manifestação que, segundo a Delegação do Governo, contou com a participação de cerca de 800 pessoas.

No centro de Madrid também se concentraram durante a tarde, pacificamente, mais de uma centena de pessoas, pela segunda vez esta semana, para apoiar o 'rapper', perante um dispositivo de segurança montado para evitar a repetição dos tumultos de quarta-feira.

Em Santander, cerca de 150 jovens pediram a liberdade do músico, num comício pacífico, sem incidentes.

Em Tarragona registaram-se também distúrbios. Várias pessoas encapuçadas atiraram garrafas à polícia e partiram vidros num tribunal e no edifício de um banco.

Os factos pelos quais o 'rapper' foi condenado remontam a 2014 e 2016, quando publicou uma canção no YouTube e dezenas de mensagens na rede social Twitter, acusando as forças da ordem espanholas de tortura e de homicídios.

Na quinta-feira, um tribunal de Lérida confirmou outra sentença de dois anos e meio para Hasél, por ameaçar uma testemunha num julgamento contra a polícia urbana.

Os confrontos começaram na terça-feira à noite na Catalunha, poucas horas após a prisão de Pablo Hasél.

A mobilização espalhou-se então, no dia seguinte, a outras cidades, como Granada e Sevilha (sul), assim como a Madrid.

Ao todo, quase uma centena de pessoas foram presas desde terça-feira e muitas outras ficaram feridas, incluindo uma jovem que perdeu um olho em Barcelona, provavelmente após um tiro de bala de borracha da polícia.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, considerou sexta-feira inadmissível qualquer tipo de violência e garantiu que o seu executivo garantirá a segurança.

Sánchez falou pela primeira vez publicamente sobre os distúrbios, que foram encorajados pelo líder do grupo parlamentar do Podemos (extrema-esquerda), parceiro do Partido Socialista (PSOE) na coligação governamental.

O líder do grupo parlamentar do Podemos, Pablo Echenique, tem estado no centro da controvérsia, depois de ter enviado uma mensagem no Twitter em que dava o seu apoio aos manifestantes, ao mesmo tempo que decorriam os confrontos com a polícia.

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