15.07.2020

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Cometa Neowise, a surpresa astronómica deste verão

Cometa Neowise, a surpresa astronómica deste verão

O céu do hemisfério norte oferece um espetáculo incomum este verão: o cometa "Neowise" pode ser visto a olho nu, um fenómeno que não ocorre há mais de 20 anos.

Descoberto no final de março pelo satélite Neowise da Nasa, o cometa tornou-se visível a olho nu a 3 de julho quando atingiu seu periélio, o ponto de sua órbita mais próximo do Sol, neste caso a 50 milhões de quilómetros, explicou à AFP Lucie Maquet, astrónoma do Observatório de Paris-PSL. À medida a que se aproximam do Sol, o gelo dos cometas sublima-se em gases, criando um longo rasto que reflete a luz.

"É muito raro ver tão bem os cometas. O último que se viu a olho nu foi Hale-Bopp em 1997", disse a astrónoma.

O Neowise é visível em qualquer parte do hemisfério norte, inclusive nas cidades, desde que o céu esteja limpo. para o ver, é preciso olhar para nordeste, entre as constelações de Dolphin e a Ursa Maior.

Os cometas são corpos formados por gelo, rochas e materiais orgânicos e vêm dos confins do sistema solar: o cinturão de Kuiper, ou talvez ainda mais longe, da nuvem de Oort, que são ambos concentrações de pequenos corpos celestes.

O Neowise descreve uma grande elipse em torno do Sol e sua órbita leva 6.765 anos, ou seja, a sua última visita à vizinhança da Terra foi anterior à invenção da escrita na Mesopotâmia

O fenómeno será visível até o final de julho, embora vá perdendo pouco a pouco a luminosidade à medida em que se afasta do Sol

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