14.06.2019

Filipinas

Comer, dormir e orar. Até cemitérios servem de casa na maior favela do Mundo

Comer, dormir e orar. Até cemitérios servem de casa na maior favela do Mundo

É uma vida entre a morte. Nas Filipinas, o cemitério não é apenas o lugar onde os mortos descansam, é, também, a terra onde muitos vivos encontram casa.

Fazem refeições sentados nas lápides tumulares, improvisam barracas de lona em cima das tumbas e até dormem nos jazigos. Quase todos sem emprego, gastam os dias pelos corredores entre campas, quais ruas de uma pequena cidade de gente que caminha entre os mortos.

A sobreviver entre a fome e a miséria, há milhares de pessoas cuja vida se faz sobre a morte nas Filipinas. O maior cemitério de Manila serve de base a uma favela desde os anos 50 do século XX. São 54 hectares que albergam cerca de seis mil pessoas, de várias gerações, e perto de um milhão de mortos.

No cemitério na cidade de Pasay, a sul da capital das Filipinas, repete-se a história. Entre os mortos, muitos vivos encontraram um abrigo improvisado, decadente, a raiar a morte.

É um pouco assim na grande área metropolitana de Manila, conurbada com as cidades de Pasay, a sul, e Quezon, a Este. As faldas desta três cidades juntam-se para formar a maior favela do Mundo, com mais de quatro milhões de habitantes, cerca de um terço dos 12 milhões de pessoas que vivem naquela povoada área das Filipinas.