18.07.2019

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Ida à Lua: as imagens que fazem história e que alimentam a conspiração

Ida à Lua: as imagens que fazem história e que alimentam a conspiração

No próximo sábado, assinala-se um dos grande feitos da Humanidade: a chegada à Lua carimbada pela frase de Neil Armstrong, que ainda hoje é dita quando se recorda o momento. "Um pequeno passo para o homem, um passo gigante para Humanidade". Estas são as imagens que provam e documentam o momento, mas que, ainda assim, são usadas por teoristas da conspiração, para garantir que tudo não passou de uma intrujice.

Mas, afinal, que argumentos são usados para dizer que aquilo que 530 milhões de pessoas viram em direto a 20 de julho de 1969 não passou de um embuste filmado por Stanley Kubrick em estúdio? Estes são alguns temas apontados e refutados pela Sociedade Astronómica Americana, ao "Canal História".

Antes de mais, a probabilidade de o segredo ter ficado bem guardado até hoje é bastante improvável. "Cerca de 400 mil cientistas, engenheiros, técnicos, maquinistas e eletricistas trabalharam no programa Apollo", explica Rick Fienberg, porta-voz do centro e doutorado em astronomia. Mesmo que não confie no governo, acredita que estas 400 mil pessoas ia conseguir guardar esta mentira?, questiona.

Mas, se neste primeiro ponto, estamos a referir uma plausibilidade, Fienberg aponta diretamente a factos, que desmentem as teorias da conspiração.

Se reparar na primeira imagem da galeria que publicamos acima, a bandeira do EUA parece estar a esvoaçar, mas há um problema: a Lua não tem atmosfera e, por isso, não tem vento. Rick Fienberg explica que há dois motivos para isto acontecer. Primeiro, a bandeira mantém-se direita por tem uma haste horizontal a esticá-la, porque a NASA previu que devido à falta de vento, a bandeira iria ficar caída. Segundo, o efeito que parece ser vento é apenas uma bandeira amachucada, que os astronautas tiveram dificuldades em esticar. Nas imagens em movimento, percebe-se que a bandeira americana só se mexe quando alguém lhe toca.

Nas imagens captadas por Armstrong, não se veem estrelas no céu lunar e isso motiva algumas pessoas a duvidar da veracidade das imagens, só que este também é um mito facilmente explicável, até por quem não percebe nada de astronomia, mas tem alguns conhecimentos de fotografia. As imagens foram tiradas durante o dia lunar, pelo que o sol brilhava forte, e os fato que os astronautas usam são brilhantes, pelo que as exposições fotográficas são curtas, impedindo que as estrelas sejam visíveis nas imagens, ainda que pudessem ser visíveis por que esteve no solo lunar. "Acontece o mesmo se formos ao alpendre de alguém à noite e acendermos as luzes. Mesmo que consiga ver as estrelas de onde está, uma câmara com uma exposição rápida não será capaz de as captar", sublinha Fienberg.

As sombras nas imagens são também uma fonte de confusão. Se, por um lado, há quem desconfie do facto de conseguirmos ver objetos que estariam escondidos nas sombras (mas que são iluminados pelo reflexo da luz no solo lunar, explica o astrónomo), há também quem duvide da direção das mesmas, garantindo que iluminação de estúdio estaria disposta em redor da ação. Só que o facto de cada objeto continuar a ter apenas uma sombra, desmente esta teoria. Num programa de televisão bem conhecido do grande público, o "MythBusters", os apresentadores replicaram as sombras não paralelas de alguns objetos, que se explicam pelo facto de o terreno sem irregular e tal se tratar de uma ilusão.

Na quinta imagem da fotogaleria, surge uma das foto mais famosas do momento. Buzz Aldrin é fotografado por Neil Armstrong, que é visível no reflexo do capacete do colega. Só que Neil não tem uma câmara na mão e gritam "embuste" os teoristas da conspiração. Só que, explica Rick Fienberg, a câmara estava construída no fato, exatamente no sítio onde o astronauta tem as mãos na imagem.