09.03.2019

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Polícia usa gás lacrimogéneo contra oposição em Caracas

Polícia usa gás lacrimogéneo contra oposição em Caracas

Este sábado há manifestações em Caracas. O presidente interino Juan Guaidó convocou uma marcha pela liberdade e o presidente Nicolás Maduro anunciou uma marcha anti-imperialista.

A agência espanhola EFE relatou que uma unidade antimotim da Polícia Nacional Bolivariana recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir a circulação dos participantes da manifestação, em Caracas, convocada pelo líder da oposição e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

Os manifestantes recuaram, mas optaram por permanecer nas imediações do local marcado para a realização da concentração.

Momentos antes, a equipa de Juan Guaidó já tinha denunciado que não tinha conseguido autorização para instalar um palanque no local e que as três pessoas que tinham transportado as estruturas tinham sido detidas. Também afirmaram que as próprias estruturas tinham sido confiscadas pelas autoridades.

Numa reação publicada na rede social Twitter, Juan Guaidó afirmou que o Governo de Nicolás Maduro irá ser "surpreendido", porque a oposição vai permanecer nas ruas.

"Pretendem jogar com o desgaste, mas já não tem maneira de conter um povo que está determinado em acabar com a usurpação. E hoje vamos demonstrá-lo nas ruas. Atentos", acrescentou o opositor no Twitter, sem dar mais pormenores.

O protesto deste sábado faz parte da crescente pressão que a oposição venezuelana quer exercer contra o Governo de Maduro.

Também acontece numa altura em que a Venezuela enfrenta um corte de eletricidade que afeta vários bairros de Caracas e mais de metade do território venezuelano está sem luz há 40 horas seguidas.

Maduro também convocou para uma concentração na capital venezuelana, com as agências internacionais a relataram que vários apoiantes do presidente venezuelano contestado já estavam nas ruas de Caracas, vestidos de vermelho, a cor associada à revolução.