26.10.2020

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A noite madrilena pertence agora à Polícia e aos estafetas

A noite madrilena pertence agora à Polícia e aos estafetas

Quase vazias. É como estão as ruas de Madrid, depois de o Governo de Espanha ter aprovado, no domingo, o estado de emergência sanitária, permitindo a instauração do recolher obrigatório em todo o país para travar o aumento de casos de covid-19.

O estado de alerta - nome deste regime em Espanha, correspondente ao estado de emergência em Portugal - terá uma duração de seis meses e será acompanhado de um recolher obrigatório em todo o país com exceção das ilhas Canárias, indicou ontem Pedro Sánchez, no fim de um Conselho de Ministros extraordinário.

Com a interdição de circular entre as 23 e as 6 horas, as ruas da capital, outrora cheias de vida e movimento, pertenceram, na primeira noite de "confinamento noturno", às forças de segurança, aos trabalhadores municipais e a estafetas de empresas de entrega de comida. Ainda assim, apesar da anormal calmaria, as regras não estão a ser cumpridas à risca: ao longo do fim de semana, a Polícia Municipal interveio em 300 festas ilegais e num ajuntamento que envolveu, além de álcool, três centenas de pessoas, escreveu o espanhol "ABC".

O Conselho de Ministros extraordinário de ontem foi convocado depois de várias comunidades autónomas terem pedido ao Governo que decretasse o estado de alerta para terem cobertura legal para as medidas de restrição que pretendiam impor. Trata-se do segundo estado de emergência a nível nacional em Espanha, depois do proclamado em março para conter a primeira vaga da pandemia, e que durou até junho.

Embora a contagem oficial de infetados ultrapassou tenha ultrapassado o milhão de casos na semana passada, Pedro Sánchez desvendou que o número real de infetados em Espanha poderá ser de três milhões de pessoas, segundo estudos de seroprevalência desenvolvidos por instituições públicas com especialistas científicos.

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