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15.05.2021

Manifestações

O Mundo grita e chora pela Palestina contra a ocupação forçada

O Mundo grita e chora pela Palestina contra a ocupação forçada

Milhares de pessoas manifestaram-se neste sábado em apoio à causa palestiniana em cidades de todo o mundo. Algumas concentrações ficaram marcadas por episódios de violência, enquanto continuam os abusos de Israel sobre a Palestina.

O mais recente balanço das hostilidades aponta para 139 mortos - incluindo 39 crianças - e mais de mil feridos causados pelos ataques israelitas desde segunda-feira. Os mais de 2300 mísseis do Hamas contra Israel mataram dez pessoas, entre as quais uma criança e um militar, ferindo ainda mais de 560 pessoas.

Em Paris, cerca de 4200 polícias foram mobilizados para enfrentar manifestações que não foram autorizadas e se verificaram em vários pontos da capital francesa, com instruções para dispersar com canhões de água e gás lacrimogéneo qualquer concentração. Foi o que aconteceu durante a tarde no bairro de Barbès, no norte da cidade, com as autoridades a intervirem contra cerca de uma centena de manifestantes que gritava "Palestina vencerá" e "Israel assassino".

Ao início da tarde, os organizadores realizaram uma conferência de imprensa em que reiteraram a sua intenção de se manifestarem pacificamente, condenando a atitude das autoridades, que acusaram de querer "fazer piorar a situação e que a situação se descontrole".

Milhares de pessoas manifestaram-se também no centro de Londres, pedindo ao Governo britânico que intervenha para fazer parar a intervenção militar israelita contra alvos na Faixa de Gaza. Os manifestantes juntaram-se ao início da tarde em Marble Arch, junto a Hyde Park, e daí caminharam até à embaixada israelita, empunhando bandeiras da Palestina e cartazes em que pediam a "libertação" dos territórios palestinianos.

Em Madrid, cerca de 2500 pessoas, entre as quais um número significativo de mulheres jovens, empunhavam cartazes com mensagens como "o silêncio de uns é o sofrimento de outros", e "Jerusalém é a capital eterna da Palestina". Na chegada à estação de transportes de Atocha, gritaram que a intervenção militar de Israel em Gaza contra o movimento islamita Hamas "não é uma guerra, é um genocídio".

Em Copenhaga, capital dinamarquesa, três pessoas foram presas na sexta-feira à noite depois de alguns manifestantes pró-Palestina terem atirado pedras à polícia e à embaixada israelita. A manifestação, que juntou cerca de 4000 pessoas em frente à representação diplomática acabou por ser dispersada por causa dos distúrbios provocados por algumas dezenas dos manifestantes. Segundo a estação de televisão DR, a polícia de Copenhaga recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

Em várias cidades da Tunísia, manifestações de apoio aos palestinianos pediram a intervenção da comunidade internacional para travar os "crimes das forças israelitas". No centro da capital, Tunes, juntaram-se centenas de pessoas cobertas com bandeiras da Palestina, desfilando depois por uma das principais avenidas sob vigilância da polícia.

Apesar de o país estar em confinamento por causa da pandemia até domingo, os manifestantes marcaram presença para declarar que "os tunisinos e tunisinas apoiam a Palestina" e que "o povo quer criminalizar a normalização de Israel".

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