30.07.2020

Caso Maddie

Terreno onde Brueckner escondia cave já foi terraplanado

Terreno onde Brueckner escondia cave já foi terraplanado

Depois de, na quarta-feira, as autoridades terem dado por encerrada a investigação ao lote de terreno usado pelo atual suspeito do desaparecimento de Maddie McCann, não foi revelado se algo foi encontrado durante os três dias de buscas.

Os polícias e investigadores forenses foram embora e o buraco onde se escondia uma cave já foi tapado. Tudo o que resta da passagem das autoridades alemãs pelo terreno usado por Christian Brueckner, perto da casa onde morou em Hanover, são algumas fitas de plástico.

Nos últimos três dias, os investigadores procuraram naquele lote vestígios que ligassem o alemão ao desaparecimento de Maddie, em 2007. Com recurso a retro-escavadoras e cães pisteiros, escavaram a terra e recolheram alguns objetos e outros materiais que seguiram para análise.

Não foi revelado se foram encontradas provas ou vestígios relevantes para a investigação.

Recorde-se que as autoridades alemãs acreditam que Madeleine foi morta no Algarve e que Brueckner pode ter escondido provas do crime na Alemanha. Desse e de outros eventuais crimes contra crianças germânicas, ainda por resolver, e dos quais é também suspeito.

Citado pela imprensa britânica, Wolfgang Kossak, que vive nas imediações da parcela onde decorreu as buscas, explicou que o suspeito permaneceu ali entre 2007 e 2008 de forma clandestina. No local havia um barracão e, por baixo, a cave onde se concentraram as atenções dos investigadores.

O barracão, tal como outras construções no mesmo terreno, foram demolidas em 2008, ano em que deixou de ver Brueckner.

A porta-voz da procuradoria de Braunschweig, Julia Meyer, já tinha confirmado que as buscas estão relacionadas com o desaparecimento de Madeleine, mas recusou adiantar mais detalhes sobre a investigação.

À imprensa alemã, o advogado de Brueckner, Friedrich Fuelscher, escusou-se a comentar a operação, dizendo apenas que "descobriremos o motivo em breve".

Através do defensor, Christian negou qualquer envolvimento no desaparecimento ou morte de Madeleine.

Atualmente preso numa cadeia em Kiel por tráfico de droga, o homem foi também condenado a pena de sete anos pela violação de uma idosa na praia da Luz, em 2005.

Recorreu e aguarda a decisão da Justiça. Sabe-se agora que tem, pelo menos, mais duas condenações por falsificação de documentos, em 2010, e por roubo, em 2013. O que significa que, mesmo que o recurso da violação lhe seja favorável, não deverá ser libertado nos próximos meses.

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