Terrorismo

Gastroenterite quase impediu ataque ao "Charlie Hebdo"

Gastroenterite quase impediu ataque ao "Charlie Hebdo"

Uma forte gastroenterite quase obrigou os irmãos Kouachi a abortar o seu plano de ataque à redação do jornal satírico francês "Charlie Hebdo", em Paris, a 7 de janeiro, no qual 12 pessoas foram abatidas a tiro.

Said Kouachi, o irmão mais velho, passou o dia 6 de janeiro entre a cama e a casa de banho, com vómitos e diarreia, afetado por uma gastroenterite viral muito forte que afetou toda a sua família, incluindo o seu filho de dois anos.

Segundo os investigadores franceses, citados pelo jornal "Le Monde", essa gastroenterite na véspera da data planeada para o ataque contra o "Charlie Hebdo" quase fez os irmãos cancelarem o plano. No entanto, o próprio Said decidiu que, apesar de se sentir débil, não podia adiar o ataque.

Na sua decisão também terá pesado o facto de, no dia previsto, quarta-feira 7 de janeiro, ser o dia da reunião semanal da redação do jornal satírico francês, estando os responsáveis da publicação juntos na mesma sala.

Assim, na manhã do ataque, Said saiu de casa e despediu-se da sua mulher, Soumya, dizendo que regressava naquela tarde ou no dia seguinte. Com o irmão Cherif, dirigiram-se à redação do "Charlie Hebdo" armados e mataram 12 pessoas a tiro.

A polícia francesa, com base na análise das chamadas telefónicas dos irmãos Kouachi, acredita que dez horas antes do ataque, os dois reuniram-se em Gennevilliers, nos arredores de Paris, com Amedy Coulibaly, responsável pelo sequestro num supermercado na capital francesa, no dia 9 de janeiro.

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