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General iraniano morreu de doença provocada por exposição a armas químicas

General iraniano morreu de doença provocada por exposição a armas químicas

O general iraniano Mohamad Hosein Heyazi, subcomandante da Força Quds dos Guardas da Revolução do Irão morreu na sequência de doença provocada por exposição a armas químicas.

Heyazi que ocupou ao longo da carreira altos cargos no corpo de elite no Irão foi acusado por israelitas de ter sido um dos organizadores do atentando contra a Associação Mutualista Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires, em que morreram 85 pessoas, em 1994.

A Guarda Revolucionária informou na noite de segunda-feira que a causa da morte foi um ataque de coração, mas o porta-voz do corpo paramilitar, Ramezan Sharif, disse que Heyazi "esteve exposto a agentes químicos e sofreu efeitos de longo prazo".

A exposição às armas químicas ocorreu durante combates na guerra entre o Irão e o Iraque (1980-1988) em que o regime iraquiano de Saddam Hussein usou armamento biológico e químico contra as forças iranianas.

Nascido na cidade de Isfahan, em 1956, Heyazi foi durante 10 anos comandante da força paramilitar Basij sob comando da Guarda Revolucionária tendo sido mais tarde Chefe do Estado Maior Conjunto da Guarda e subcomandante deste corpo militar.

Após o assassinato de Qasem Soleiman, o comandante da Força Quds, em 2020 em Bagdad, Heyazi foi nomeado número dois da divisão encarregada de operações no estrangeiro.

Além do atentado na Argentina, o Exército de Israel responsabilizou Heyazi, entre outros, de responsabilidade no projeto secreto de fabrico de mísseis pelo Partido de Deus (Hezzbolah) no Líbano destinados atacar território israelita.

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