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Mikhail Gorbachov

Gorbachov diz que referendo na Crimeia "corrigiu erro histórico"

Gorbachov diz que referendo na Crimeia "corrigiu erro histórico"

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, apoia o referendo de domingo na Crimeia, onde uma ampla maioria da população se manifestou a favor da união com a Rússia, ao considerar que corrige um erro histórico.

"Se antes a Crimeia foi incorporada na Ucrânia em conformidade com as leis soviéticas, isto é, segundo as leis do Partido [Comunista da URSS], sem consultar a população, desta vez o povo corrigiu aquele erro", disse Gorbachov à agência noticiosa russa Interfax.

O último líder soviético, com 83 anos, acrescentou que "esse ato tem de ser saudado e não devem ser aplicadas sanções", numa referência às pressões que os países ocidentais pretendem exercer sobre Moscovo, e ao não reconhecimento da legitimidade da consulta popular na república autónoma ucraniana.

A estratégica península, banhada pelo Mar Negro, foi cedida à Ucrânia em 1954 pelo então líder soviético Nikita Khrushchev, quando a Ucrânia e a Rússia integravam a URSS.

"Para imporem sanções devem existir fundamentos muito sérios, muito sérios. E as sanções devem ser legitimadas pela ONU", assegurou.

Para o promotor da "perestroika" (reestruturação), "a vontade do povo da Crimeia e a sua incorporação na Federação russa não se inclui nesses fundamentos".

O parlamento da Crimeia aprovou uma resolução pela qual declara a região independente da Ucrânia e pediu oficialmente a anexação da península à Rússia.

A declaração de independência ocorre após 96,6% dos cerca de 1,5 milhões de eleitores inscritos se terem pronunciado no domingo a favor da reunificação com a Rússia, num referendo com uma taxa de participação de 83,1%.

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