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Governador do Rio quer prisão tipo Guantánamo para traficantes de droga

Governador do Rio quer prisão tipo Guantánamo para traficantes de droga

O novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse esta quinta-feira que os traficantes de droga têm de ser tratados como terroristas e que deveriam estar detidos numa prisão semelhante à norte-americana de Guantánamo.

"Necessitamos de ter a nossa Guantánamo. Há que colocar os terroristas em lugares onde a sociedade esteja completamente livre deles", disse Wilson Witzel na cerimónia de posse do novo secretário da Polícia Civil do Rio, Marcus Vinícius Braga.

Guantánamo é uma prisão de alta segurança nos Estados Unidos, localizada na baía de Guantánamo, na ilha de Cuba, criada em 2002 pelo então presidente George W. Bush após os ataques de 11 de setembro às Torres Gémeas, em Nova Iorque. Trata-se de uma prisão militar que faz parte da Base Naval da Baía de Guantánamo.

De acordo com a lei dos EUA, por estarem longe dos tribunais, os prisioneiros de Guantánamo são excluídos das proteções legais garantidas pela Convenção de Genebra aos prisioneiros de guerra.

Witzel, ex-juiz federal e admirador de Jair Bolsonaro, que tomou posse na terça-feira como presidente do Brasil, disse em várias ocasiões que os traficantes de droga deveriam ser considerados terroristas.

O governador tem, entre os seus projetos de governo, um que visa permitir que as autoridades possam abater quem esteja armado com espingardas, considerando-os um "perigo para a sociedade".

"Quem usa uma espingarda e não tem uniforme é um inimigo que usa uma arma e quer dominar um território, é um terrorista, e assim será tratado", disse.

O governador disse ainda que conversou com Bolsonaro para que o governo federal apoie um projeto que equipare os traficantes de droga aos terroristas para que possam ser abatidos caso estejam na posse de espingardas.

O Rio de Janeiro é um dos estados mais violentos do país, em parte pelo controlo armado que grupos de traficantes de droga e de paramilitares exercem sobre as favelas.