Inteligência britânica

Governo chinês tem "agente ativo" no Parlamento inglês

Governo chinês tem "agente ativo" no Parlamento inglês

O Serviço de Segurança do Reino Unido MI5 alertou esta quinta-feira que um agente do Governo chinês está a trabalhar no Parlamento britânico para "subverter processos".

O presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, enviou um email aos parlamentares a dar conta de que uma mulher chamada Christine Lee está "envolvida em atividades de interferência política em nome do Partido Comunista Chinês, envolvendo membros do Parlamento".

O alerta, que partiu do MI5, detalha que o partido está a tentar "interferir secretamente na política do Reino Unido, criando vínculos com deputados e cultivando relações com figuras influentes", avança o "The Guardian".

Momentos depois de o aviso ser enviado, o tema foi discutido na Câmara dos Comuns, com os deputados Iain Duncan Smith e Tobias Ellwood a pedirem informações urgentes do Governo.

"A questão-chave aqui, que eu entendo, é que o senhor presidente [Lindsay Hoyle] foi contactado pelo MI5 e agora está a alertar os deputados de que houve um agente do governo chinês ativo aqui no Parlamento", afirmou Smith.

De referir que os alertas de interferência são emitidos muito raramente após conversas entre as agências de espionagem e as autoridades parlamentares. De acordo com o jornal britânico, nunca tinha sido emitido um aviso ligado à China, apenas um relacionado com a Rússia.

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Christine Lee, a viver na capital de Inglaterra, é advogada e ex-assessora jurídica da embaixada chinesa em Londres. Em janeiro de 2019 recebeu um prémio da então chefe de Governo, Theresa May, pelo seu contributo para as boas relações com a China.

As preocupações com a espionagem chinesa têm vindo a crescer entre os serviços de inteligência do Reino Unido. No final do ano passado, o diretor do MI6, Richard Moore, afirmou mesmo que a China se tornou, pela primeira vez, "a maior prioridade" da agência.

De recordar que, em 2020, o Reino Unido expulsou três espiões chineses que viviam no país há vários meses e se faziam passar por jornalistas mas estavam ao serviço do Ministério de Segurança do Estado da China.

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