Política

Governo espanhol e PSOE repudiam coligação regional do PP com a extrema-direita

Governo espanhol e PSOE repudiam coligação regional do PP com a extrema-direita

O Governo espanhol e o Partido Socialista (PSOE) manifestaram esta sexta-feira repúdio perante a inclusão do partido de extrema-direita Vox no Governo de Castela e León, coligado com o Partido Popular (PP), acusando a coligação de antifeminismo.

A primeira vice-presidente e ministra dos Assuntos Económicos e Transformação Digital, Nadia Calviño, a ministra das Finanças, María Jesús Montero, e o líder do PSOE da Andaluzia, Juan Espadas, entre outros, concordaram em rejeitar a coligação do Vox com o PP, salientando o risco que colocam perante os direitos das mulheres.

Durante um encontro de líderes socialistas em Sevilha - subordinado ao tema da "Economia feminista" - Espadas denunciou os riscos de ter a "extrema-direita a condicionar as políticas e o orçamento" do Governo regional e denunciou os intentos dessa coligação provocar uma regressão nos direitos das mulheres.

O diálogo entre o líder regional socialista e um grupo de mulheres ministras em Espanha centrou-se na agenda feminista e reformista do Governo do primeiro-ministro, Pedro Sánchez, em medidas como a reforma laboral ou o salário mínimo interprofissional.

Mas a primeira vice-presidente e ministra de Assuntos Económicos aproveitou para criticar o Vox e a sua estratégia, que considera ser "antifeminista", criando o risco de profundos recuos nas conquistas e direitos alcançados pelas mulheres em 40 anos de democracia.

"Eles querem destruir a agenda feminista", sublinhou Nadia Calviño.

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No mesmo sentido, a ministra das Finanças de Espanha sublinhou a sua preocupação perante relatórios que indicam que os homens jovens estão pouco sensibilizados para os problemas do feminismo, concordando que a violência é um problema ideológico, como afirma o Vox.

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