Coligação

Governo espanhol vai ter quatro vice-presidências, três ocupadas por mulheres

Governo espanhol vai ter quatro vice-presidências, três ocupadas por mulheres

O Governo de coligação espanhol liderado pelo socialista Pedro Sánchez vai ter quatro vice-presidências, três delas ocupadas por mulheres e uma quarta pelo líder do partido de extrema-esquerda Podemos, Pablo Iglesias.

"No governo do presidente [primeiro-ministro] Sánchez haverá quatro vice-presidências, focalizadas em cada uma das políticas de transformação necessárias para a Espanha que queremos", de acordo com fontes do gabinete do primeiro-ministro espanhol.

A mesma fonte confirmou à imprensa que Pablo Iglesias terá a vice-presidência do governo para os Direitos Sociais e Agenda 2030.

Por outro lado, Carmen Calvo, que se mantém como primeira vice-presidente do Governo, cargo que ocupava anteriormente, será responsável pela Presidência e Relações com as Cortes, Nadia Calvino, que se deverá manter como ministra da Economia, terá a vice-presidência responsável pela Coordenação dos Assuntos Económicos, e Teresa Ribera, ministra para a Transição Ecológica no executivo anterior, terá a vice-presidência para a Transição Ecológica e os Desafios Demográficos.

O gabinete do chefe do Governo espanhol sublinha o facto de "pela primeira vez" na história de Espanha haver três mulheres como vice-presidentes do Governo.

O Governo espanhol também confirmou hoje o nome dos quatro futuros ministros do Unidas Podemos (coligação de extrema-esquerda que inclui o Podemos e o Partido Comunista Espanhol).

A líder parlamentar do Unidas Podemos, Irene Montero, será ministra da Igualdade, a deputada galega Yolanda Díaz do Emprego, o sociológico catalão Manuel Castells das Universidades e o líder da Esquerda Unida e do Partido Comunista de Espanha, Alberto Garzón, do Consumo.

Pedro Sánchez tomou posse na terça-feira como chefe do Governo espanhol perante o rei Felipe VI, um dia após ser investido no parlamento para liderar uma coligação entre PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) e o Unidas Podemos.

A sua investidura pôs fim a quase um ano de paralisia política, em que Sánchez liderou um executivo de gestão.

Nas eleições de 10 de novembro último, para o Congresso dos Deputados, o PSOE teve 28,0% dos votos (120 deputados), seguido pelo PP com 20,8% (88), o Vox (extrema-direita) com 15,1% (52), o Unidas Podemos com 12,8% (35), e o Cidadãos (direita liberal) com 6,8% (10), ERC com 3,6% (13), com os restantes votos divididos por partidos de menor dimensão.

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