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Governo não recebeu pedidos de apoio de cidadãos portugueses no Egito

Governo não recebeu pedidos de apoio de cidadãos portugueses no Egito

O secretário de Estado das Comunidades disse, esta quinta-feira, que o Governo "não recebeu qualquer pedido de apoio especial" por parte de cidadãos portugueses residentes ou em trânsito no Egito, onde o exército assumiu o poder na quarta-feira.

"Não há nota de nenhum pedido de apoio especial" por parte de cidadãos portugueses no Egito, disse José Cesário à agência Lusa.

O secretário de Estado adiantou que existem "165 portugueses registados [nos serviços consulares portugueses] no Egito", ressalvando que tal não significa que "ainda permaneçam todos no país".

O Governo desaconselhou os cidadãos portugueses a fazerem "viagens não essenciais" ao Egito por causa da instabilidade que se vive no país onde o exército assumiu o poder e afastou o primeiro Presidente eleito, Mohamed Morsi.

"O Egito vive um período político tenso, agravado por um cenário de incerteza económica, pelo aumento da criminalidade e pelos acontecimentos dos últimos dias. Neste contexto, desaconselham-se quaisquer viagens não essenciais ao Egito, à exceção das estações balneares mais importantes do Mar Vermelho", adianta o Governo numa informação disponibilizada online no Portal das Comunidades Portuguesas (www.secomunidades.pt).

A informação alerta ainda para o facto de as manifestações nos grandes centros urbanos poderem "degenerar em atos de violência" e aconselha os viajantes a contactarem, antes de partirem, o gabinete de Emergência Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) ou, já no Egito, a Embaixada de Portugal no Cairo.

"Embora a situação se apresente relativamente normalizada nos centros turísticos mais importantes do Mar Vermelho, recomenda-se aos cidadãos nacionais que tomem todas as precauções. As deslocações devem realizar-se, sempre que possível, em grupos organizados", sublinha o texto.

O exército egípcio depôs e deteve na quarta-feira o primeiro Presidente democraticamente eleito do país, o islamita Mohamed Morsi, há um ano no poder, depois de dias de violentos protestos para exigir a sua demissão.

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