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Governo português atento à situação do Egipto

Governo português atento à situação do Egipto

O ministro da Defesa Nacional afirmou hoje, sábado, que o Governo português está "a acompanhar com muita atenção" a situação no Egipto, porque "o Norte de África é uma região muito importante para a segurança no mundo e na Europa".

Segundo salientou Augusto Santos Silva, "Portugal assume as suas responsabilidades como membro da União Europeia e da NATO [North Atlantic Treaty Organization - Organização do Tratado do Atlântico Norte] e também como membro da cooperação multilateral no quadro das relações entre a Europa do Sul e o Norte de África".

Neste âmbito, segue "com muita atenção, também na área da Defesa - para além dos negócios Estrangeiros, que é a área essencial neste aspecto - os desenvolvimentos no norte de África".

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O ministro comentava - à margem da inauguração das novas instalações da Escola Secundária Joaquim Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia - a situação de turbulência sócio política que desde terça-feira se vive no Egipto, com milhares de pessoas nas ruas a exigir a demissão do presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.

A este propósito, Augusto Santos Silva recordou que "Portugal faz parte, juntamente com Espanha, Malta, Itália e França (do lado da Europa) e Marrocos, Mauritânia, Líbia, Tunísia e Argélia (do lado do Magrebe) da 'Iniciativa 5+5' que se destina, justamente, a estimular a cooperação no domínio da segurança e da defesa na bacia do Mediterrâneo".

Adicionalmente, "Portugal participa também na operação 'NATO Active Endeavour', uma operação que a NATO desenvolve e em que Portugal participa com um meio aéreo de patrulhamento marítimo, justamente para prevenir e combater o terrorismo no Mediterrâneo".

Segundo o ministro da Defesa, a posição de Portugal, "como Estado membro do Conselho de Segurança e como uma democracia avançada da Europa Ocidental", é de "incentivar sempre a que os direitos civis e políticos das populações sejam respeitados".

Neste sentido, o que se pretende é que "os protestos decorram de forma pacífica e que as autoridades reconheçam o direito das pessoas à reunião, à manifestação, à expressão e à opinião, para que os princípios e valores próprios do Estado de direito e do Estado democrático sejam generalizados".

Na sua opinião, "o que é preciso é compreender bem os anseios e as necessidades das populações, saber respeitá-los e saber responder-lhes, num quadro em que a paz, a segurança e o respeito recíproco e pelos valores do Estado de direito impere".

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