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Presidência portuguesa

Governo trabalha para encontro com Biden durante "semestre português"

Governo trabalha para encontro com Biden durante "semestre português"

A presidência portuguesa do Conselho da UE está a trabalhar na realização de um encontro com o Presidente norte-americano ainda durante este primeiro semestre do ano, revelou este sábado a secretária de Estado dos Assuntos Europeus.

"Estamos a trabalhar muito com o Serviço Europeu para a Ação Externa [SEAE] e com o próprio presidente do Conselho Europeu para ver se conseguimos fazer ainda durante este nosso semestre um encontro com o presidente Biden", disse Ana Paula Zacarias num 'webinar' dedicado às prioridades da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE).

Na altura da eleição de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, em novembro passado, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, convidou Biden para uma reunião com os 27 Estados-membros da UE, em Bruxelas.

Ora, de acordo com a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, este encontro "ainda não está excluído", garantindo que a presidência do Conselho da UE está a fazer tudo para que esta reunião ainda aconteça durante o "semestre português".

"É possível que ainda haja um encontro, sobretudo se pudermos articulá-lo com uma cimeira da NATO", apontou Ana Paula Zacarias, acrescentando que "os chefes de Estado e de Governo tiveram uma reunião com o secretário-geral da NATO [Jens Stoltenberg] ainda ontem [sexta-feira]" para estudar como se poderá articular um evento nesse sentido.

Além disso, "a presidência portuguesa está a trabalhar intensamente para que a conferência sobre o Futuro da Europa aconteça", disse ainda a responsável, admitindo esperar que "nas próximas semanas" a UE tenha "boas notícias" nesse sentido.

"Esperamos que no dia 9 de maio a conferência esteja 'on' e os cidadãos possam conversar sobre a Europa no dia da Europa", acrescentou.

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Sobre esta conferência, Ana Paula Zacarias referiu ainda que o objetivo da União Europeia é "ir ao encontro daqueles [cidadãos] que normalmente não participam nestes eventos", ou seja, "envolver os autarcas, parlamentos nacionais, associações juvenis, universidades seniores" neste debate sobre o futuro da UE, que deveria ter ocorrido em maio de 2020, mas que foi adiado devido à pandemia da covid-19 e também por diferenças entre as instituições europeias designadamente sobre quem deveria presidir ao fórum.

A 3 de fevereiro, a presidência portuguesa viu a sua proposta aprovada pelos embaixadores dos Estados-membros em Bruxelas quanto à autoridade desta conferência - que fica agora nas mãos dos presidentes das três instituições (Conselho, Comissão Europeia e Parlamento Europeu) com a 'assistência' de uma comissão executiva, composta por nove pessoas (três por instituição) -, mas é necessária ainda a concordância do Parlamento Europeu.

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