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Greta alerta líderes mundiais: "Nós é que decidiremos como serão lembrados"

Greta alerta líderes mundiais: "Nós é que decidiremos como serão lembrados"

A jovem ativista sueca Greta Thunberg acusou esta quinta-feira os líderes mundiais de "ignorar" as alterações climáticas, alertando-os que serão julgados pelas próximas gerações.

"Por mais quanto tempo acham que podem continuar a ignorar as alterações climáticas [...] sem ter que prestar contas?", questionou a jovem ativista por videoconferência perante uma comissão do Congresso norte-americano, à margem da cimeira sobre o clima organizada pelos EUA.

Num discurso duro, em tom acusatório, a jovem de 18 anos recordou os congressistas que o Acordo de Paris concluído em 2015 prevê que a temperatura global não aumente mais do que 2º C, idealmente não mais do que 1,5º C, tendo por referência a era pré-industrial.

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"As alterações climáticas estão fora do debate público atualmente", lamentou Greta Thunberg.

"E claro, como o debate não existe e o nível de sensibilização é ridiculamente baixo, vocês contribuem impunemente para a destruição do ambiente presente e futuro", acrescentou.

A ativista alertou ainda os congressistas para que "mais cedo ou mais tarde" as pessoas vão perceber o que fizeram, acrescentando que "ainda vão a tempo de fazer o que é correto" e de "preservar o seu legado para a posteridade", mas a "janela vai fechar-se".

"Nós, os jovens, somos aqueles que falarão de vós nos livros de História. Seremos nós que decidiremos como serão lembrados. Escolham bem", disse Greta Thunberg.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, convidou 40 líderes mundiais para uma cimeira destinada a preparar o caminho para a cimeira das Nações Unidas sobre o clima que se se realiza este ano em Glasgow (COP26).

Biden comprometeu-se já a cortar em metade as emissões de gases com efeito de estufa nos EUA até 2030, com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica em 2050.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu cooperação internacional na luta contra as alterações climáticas; o presidente chinês, Xi Jinping, pediu respeito pelo multilateralismo e responsabilidades diferenciadas aos países conforme a sua prosperidade económica; o presidente francês, Emmanuel Mácron, pediu maior rapidez na aplicação do Acordo de Paris; e a chanceler alemã, Ângela Merkel, disse que o país continuará a fazer a sua parte em defesa do clima.

Entre os países de língua oficial portuguesa, o Brasil comprometeu-se a pôr fim à desflorestação e a atingir a neutralidade carbónica em 2050.

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