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Greta Thunberg aponta dedo a Biden por não liderar a luta contra crise climática

Greta Thunberg aponta dedo a Biden por não liderar a luta contra crise climática

A ativista ambiental fala de uma incoerência entre o discurso e as ações de Joe Biden e rejeita a ideia de que o presidente dos Estados Unidos da América seja um líder, no que respeita a alterações climáticas.

"É estranho que as pessoas pensem em Joe Biden como um líder climático, quando vemos o que seu governo está a fazer". Em entrevista ao jornal americano "Washington Post", Greta Thunberg não poupou nas palavras e acusou Biden de querer expandir a infraestrutura dos combustíveis fósseis. Para a jovem de 18 anos, existe uma clara discrepância entre o entendimento dos líderes políticos e as ações produzidas. "Estamos a tentar encontrar uma solução para uma crise que não entendemos. É tudo uma questão de percebermos o que estamos realmente a tentar resolver? É esta emergência ou é esta emergência? ".

Greta reconhece que a sua luta consciencializou milhares de pessoas para o problema das alterações climáticas, mas admite que, atualmente, não existe nenhum consenso sobre as ações que devem ser tomadas por parte dos governos mundiais. "O nosso objetivo é encontrar uma solução que nos permita continuar a viver, mas a verdade incomoda... deixamos isto para muito tarde. Ou melhor, os líderes mundiais adiaram isto por muito tempo", reiterou.

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A jovem afirma que é preciso que se desencadeiem ações concretas e ambiciosas, referindo que a Cimeira do Clima de nada valerá se o nível de compromisso e exigência não aumentar. Em novembro, a ativista já tinha referido que a Cop 26 foi "um fracasso", argumentando que "se transformou num evento de relações públicas" em que "os líderes não estão a fazer nada" exceto "criar ativamente fissuras e moldando estruturas" para continuar a lucrar com um "sistema destrutivo".

Em Glasgow, o presidente dos EUA recolheu fortes elogios a propósito das promessas para a redução do metano. Biden referiu que a América iria "liderar pelo exemplo", no entanto, mais de 40 países anunciaram a promessa de acabar com a exploração de carvão e os EUA não constavam da lista.

Dados do programa ambiental da ONU juntamente com outros investigadores indicam que a produção de petróleo e gás tende a aumentar nos próximos 20 anos a um ritmo exponencial. Fator que irá culminar no dobro da produção de combustíveis fósseis em 2030, auxiliando o aumento da temperatura média do planeta para 1,5° C. O relatório divulgado pela ONU constata que até 2030, a produção de petróleo e gás irá subir em 17% e 12% respetivamente, devido aos projetos em que os EUA estão envolvidos.

Sobre estes resultados Greta Thunberg concluiu: "o que nos impede de avançar é a falta de vontade política".

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