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Greve paralisa sector público britânico

Greve paralisa sector público britânico

Dois milhões de funcionários públicos britânicos, entre professores, funcionários hospitalares e judiciais e guardas fronteiriços, estão esta quarta-feira em greve. É a primeira paralisação em larga escala em mais de 30 anos na Grã-Bretanha.

Os funcionários públicos ingleses protestam contra as alterações legislativas que os sindicatos dizem que se traduzirão em mais anos de trabalho antes da reforma e maiores descontos para as pensões cujos montantes a receber serão mais baixos.

O sentimento de contestação cresceu nos últimos dias pelos cortes nos salários e nos empregos resultantes da redução do crescimento económico anunciado pelo governo conservador que explicou que o programa de austeridade vai prolongar-se até 2017.

Para evitar os efeitos da paralisação, a maioria das companhias aéreas reduziu os voos para o aeroporto de Heathrow, o mais movimentado da Europa, temendo demoras prolongadas no tráfego aéreo e excesso de passageiros retidos nos controlos alfandegários.

Prevê-se que a greve, que será ainda marcada por cerca de um milhar de manifestações por todo o país, afecte escolas, hospitais, tribunais e bibliotecas, para além dos trabalhadores da agência que controla as fronteiras (a UK Border Agency). Nas estradas são esperadas filas de até 12 horas para entrar nas zonas mais movimentadas.

Ao início desta quarta-feira, de acordo com informações da BBC, apenas 2700 escolas de um total de 20 mil estão a funcionar com normalidade. O sector da educação era previsivelmente o mais atingido pela paralisação, o que justificou que o primeiro-ministro tenha sugerido aos empresários que deixassem os trabalhadores levarem os filhos para o emprego. O sindicato dos directores das escolas, um dos 30 que integram a greve, participa numa paralisação pela primeira vez em 114 anos de história.

A segunda frente mais atingida é a saúde. Nos hospitais, milhares de consultas e cirurgias foram canceladas ou reprogramadas.

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