Espanha

Greves ferroviária e no Metro provocam filas de 120 quilómetros em Madrid

Greves ferroviária e no Metro provocam filas de 120 quilómetros em Madrid

A greve no setor ferroviário e as paralisações na rede do Metro em Espanha provocaram, esta segunda-feira, filas de mais de 120 quilómetros na hora de ponta da manhã nas principais vias de acesso à capital, Madrid.

Segundo informou a Direção Geral de Trânsito (DGT) a pior situação viveu-se em torno às 9 horas na M-40, uma das principais vias de circunvalação da cidade, onde se acumulavam mais de 28 quilómetros de filas.

A A2 acumulava 16 quilómetros, a A16 mais de 15 e a A5 mais de 13 quilómetros, com filas em todas as outras principais vias de acesso e circunvalação da cidade.

No centro da cidade em si também havia engarrafamentos significativos na hora de ponta, estimando-se mais problemas a meio da tarde quando os trabalhadores do metro realizam a sua paralisação do dia -- 4 horas por turno.

Os sindicatos insistem que a adesão no setor ferroviário e de metro ascende aos 98 por cento.

Três pessoas foram detidas hoje nas primeiras horas da greve que afeta a rede ferroviária espanhola e que coincide com paralisações parciais na rede de Metro de Madrid, onde se nota uma menor circulação de composições.

As detenções ocorreram cerca das 07:00 (06:00 em Lisboa) na estação de Atocha - a principal da rede de transportes públicos madrilena -, depois de alguns empurrões entre elementos de um piquete e efetivos policiais.

Os efeitos das paralisações estão a sentir-se especialmente na rede ferroviária suburbana e na rede de Metro, com composições mais cheias em alguns percursos.

Ainda assim, as autoridades destacam a "normalidade" com que começou a jornada de paralisações.

O protesto abrange os trabalhadores da Renfe, Adif e Feve e estima-se que, devido à greve - que começou às 00:00 de hoje - se cancelarão 302 comboios de alta velocidade e de larga e média distância.

Em causa está o Real Decreto de 20 de julho, que prevê, a partir de 31 de julho de 2013, a liberalização do setor de transporte ferroviário nacional de passageiros.

O Governo pretende, com este cenário de liberalização e mais concorrência, um aumento do número de operadoras, mais acessos a serviços de alta velocidade, um aumento do transporte de mercadorias e, em termos gerais, um serviço mais competitivo em qualidade e preços.

Já os sindicatos, consideram que as medidas, que classificam como uma "privatização encoberta", põem em perigo milhares de postos de trabalho, piorando os serviços.

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