Violência

Guerra no Afeganistão fez mais 100 mil vítimas civis na última década

Guerra no Afeganistão fez mais 100 mil vítimas civis na última década

A guerra no Afeganistão fez mais de 100 mil vítimas civis, mortos e feridos, na última década, divulgou esta quinta-feira o responsável da missão da ONU no território afegão (UNAMA, na sigla em inglês), o diplomata japonês Tadamichi Yamamoto.

"A guerra no Afeganistão continua a ter um impacto terrível nos civis", indicou o representante da ONU num comunicado, num momento em que prossegue no terreno o conflito entre os rebeldes talibãs e o Governo afegão, apoiado pelas forças norte-americanas.

"As baixas civis durante os últimos 10 anos ultrapassaram recentemente as 100.000 vítimas", referiu Tadamichi Yamamoto, expressando uma "extrema tristeza" perante tal situação.

A missão da ONU no Afeganistão, que não avançou esta quinta-feira um número exato das baixas civis, publica, desde 2009, relatórios trimestrais detalhados sobre as vítimas civis do conflito afegão.

Em meados de outubro passado, o relatório da UNAMA dava conta que tinha sido estabelecido um número recorde de vítimas civis no Afeganistão: 1.174 mortos e 3.139 feridos.

Os Estados Unidos e os talibãs estão envolvidos num processo negocial, marcado por avanços e recuos, há mais de um ano para tentar alcançar um acordo que permita reduzir a violência no terreno.

A retirada das tropas norte-americanas do território afegão é um ponto central para um eventual acordo com os insurgentes.

No total, os Estados Unidos mantêm no Afeganistão cerca de 14 mil militares destacados.

No comunicado divulgado esta quinta-feira, Tadamichi Yamamoto reiterou o apelo das Nações Unidas para que "todas as partes interessadas tomem medidas sinceras e concretas em direção ao fim da guerra".

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