Nagorno-Karabakh

Gulbenkian doa 85 mil euros para apoio humanitário a arménios

Gulbenkian doa 85 mil euros para apoio humanitário a arménios

A Fundação Gulbenkian vai doar 100 mil dólares (cerca de 85 mil euros) para ajuda humanitária aos arménios de Nagorno-Karabakh, onde um regresso do conflito com o Azerbaijão em setembro já provocou a morte de mais de 600 pessoas.

A doação, anunciada esta sexta-feira em comunicado, será realizada através do Hayastan All Armenian Fund, a organização pan-Arménia para o desenvolvimento.

Esta "é uma forma de dar continuidade ao legado de Calouste Sarkis Gulbenkian e manter a longa tradição de apoio humanitário ao povo arménio quando este enfrenta períodos de maior dificuldade", explicou a presidente da Fundação, Isabel Mota.

Segundo a responsável, no ano 2020 "os desafios foram muitos, especialmente no Médio Oriente e na Arménia" e, "da mesma forma que o fundador [Calouste Gulbenkian] apoiou os refugiados arménios nos anos 1920, com esta doação estamos a apoiar as vítimas da guerra" atual.

No final de setembro, os combates entre as tropas separatistas, apoiadas pela Arménia, e as tropas do Azerbaijão voltaram e são agora os mais graves desde o cessar-fogo de 1994.

As tropas de Baku e os separatistas combatem na região montanhosa do Nagorno-Karabakh, sendo que, até ao momento, morreram pelo menos 600 pessoas, admitindo-se que o balanço de vítimas pode ser muito mais elevado.

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O conflito no território do Nagorno-Karabakh, habitado maioritariamente por arménios, já fez mais de 30 mil mortos desde a queda da União Soviética, em 1989.

Baku acusa a Arménia de ocupação do território e os confrontos são regulares.

A Fundação Gulbenkian já tinha feito, em abril, uma doação de 50 mil dólares (cerca de 42 mil euros) para uma iniciativa de apoio humanitário aos arménios em parceria com o Alto Comissariado para Assuntos da Diáspora da Arménia e várias organizações da diáspora.

"Esta doação contribuiu para a compra de material médico e equipamentos de proteção individual para ajudar, numa primeira instância, na luta contra a pandemia da covid-19", refere a entidade no comunicado hoje divulgado.

Além disso, acrescenta, "foi igualmente necessário reforçar o apoio humanitário à comunidade arménia no Líbano em resposta à destruição causada pela explosão no passado mês de agosto no porto de Beirute".

Até ao final do ano, a fundação "vai procurar apoiar outras comunidades arménias que enfrentem dificuldades no Médio Oriente", concluiu.

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