Cimeira

Guterres avisa líderes árabes que divisões internas alimentam terrorismo

Guterres avisa líderes árabes que divisões internas alimentam terrorismo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, advertiu os líderes árabes que as suas divisões internas abriram a porta à intervenção externa e alimentaram o sectarismo e terrorismo.

Intervindo na cimeira da Liga Árabe, que começou esta quarta-feira na Jordânia, o líder da ONU defendeu que o combate ao terrorismo é essencial, mas avisou que "qualquer sucesso é efémero" sem uma solução política para a guerra civil na Síria, que se prolonga há seis anos, e que permita aos sírios decidirem o seu próprio destino.

António Guterres defendeu que os esforços para pôr um fim aos conflitos na Síria, Iémen e Líbia não devem ser uma distração da "necessidade de curar a mais antiga ferida aberta na região, a difícil situação do povo palestiniano".

O secretário-geral das Nações Unidas reiterou que a criação do Estado palestiniano, a par do Estado israelita, é a única solução para o conflito, e afirmou que os colonatos judeus em territórios palestinianos são ilegais, apelando a Israel para que pare as construções.

Na abertura da cimeira, o rei jordano, Abdullah II, defendeu que não haverá paz nem estabilidade na região sem os dois Estados da Palestina e Israel e considerou que a causa palestiniana pela constituição de um Estado independente permanece como o tema central no Médio Oriente.

O encontro, em que participam líderes de 21 países árabes, deverá reforçar o apoio às reivindicações da Palestina, mostrando ao presidente norte-americano que um acordo sobre um Estado palestiniano deve preceder qualquer normalização israelo-árabe, antes de Donald Trump se reunir com os líderes do Egito e da Jordânia.

A causa palestiniana serve como uma demonstração de unidade árabe numa região fraturada, onde os líderes se colocam frequentemente em lados opostos em conflitos de longa duração.

Do local onde se encontram hoje, nas margens do Mar Morto, os responsáveis têm vistas para a Cisjordânia, ocupada por Israel.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, não participa nesta reunião, depois de a Síria ter sido suspensa da Liga Árabe, após as manifestações de 2011.

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