Síria

Guterres preocupado com morte de civis em ataque dos EUA que matou líder do EI

Guterres preocupado com morte de civis em ataque dos EUA que matou líder do EI

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está "preocupado" com a morte de civis no ataque norte-americano na Síria contra o líder do Estado Islâmico (EI), Abu Ibrahim al Hashimi al Qurashi, em que ele e outras pessoas morreram.

"Registamos com preocupação os relatos de mortes de civis", disse esta quinta-feira o porta-voz de Guterres, Farhan Haq, na conferência de imprensa diária.

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"Continuamos a apelar a todas as partes para que tomem todas as medidas necessárias para proteger os civis e as infraestruturas civis, de acordo com as suas obrigações, ao abrigo do direito humanitário internacional", acrescentou o representante do secretário-geral, que também disse ser "importante" conduzir uma investigação sobre os acontecimentos, para determinar quem é responsável pelas mortes.

Farhan Haq, contudo, salientou também que o EI "cometeu crimes hediondos e trouxe tragédia e morte a milhares de homens, mulheres e crianças" e que a ONU tem estado "muito unida nos seus esforços para agir contra" o grupo terrorista.

"Qualquer sucesso contra eles é bem-vindo", disse.

O presidente norte-americano, Joe Biden, disse hoje que al-Qurashi foi morto numa explosão que ele próprio provocou, durante a operação dos Estados Unidos no norte da Síria, e defendeu os esforços do seu governo para "minimizar as baixas civis".

"Quando as nossas tropas se fecharam para capturar o terrorista, num ato final de cobardia desesperada e sem qualquer consideração pelas vidas da sua própria família ou de outras pessoas no edifício, ele escolheu explodir-se a si próprio", disse Biden.

Al Qurashi não "recorreu simplesmente a um colete" com explosivos, mas decidiu "explodir-se" no terceiro andar do edifício onde estava escondido, "matando vários membros da sua família com ele", acrescentou o presidente.

O presidente não confirmou o número de mortos durante a operação, mas os chamados Capacetes Brancos, um grupo de salvadores que opera em zonas da Síria detidas pela oposição, avançou 13 mortos, incluindo seis crianças.

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