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Holanda diz que Putin "tem de mostrar ao mundo que quer ajudar"

Holanda diz que Putin "tem de mostrar ao mundo que quer ajudar"

O primeiro-ministro holandês afirmou, este sábado, que o presidente da Rússia tem de permitir o acesso à zona da Ucrânia, que está controlada pelos russos e onde caiu um avião da Malaysia Airlines, para que os corpos possam ser recolhidos.

"Ele [Putin] tem de assumir responsabilidade em relação aos rebeldes", disse o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, aos jornalistas em Haia, após uma conversa telefónica com o presidente russo, Vladimir Putin.

"A Holanda e o mundo vão ver se ele faz o que tem de ser feito. Tendo em conta os desenvolvimentos e as imagens desta manhã, enviei uma mensagem ao presidente [da Rússia] para lhe pedir novamente que exerça a sua influência sobre os rebeldes", acrescentou o líder do governo da Holanda.

Sublinhando que "toda a gente viu os destroços e como os passageiros e os seus pertences pessoais ainda estão espalhados no local", Mark Rutte disse que Putin tinha prometido na sexta-feira "a sua cooperação".

"Disse-lhe que tem de mostrar ao mundo que quer ajudar", reiterou o primeiro-ministro holandês, afirmando estar "chocado" com as novas imagens dos rebeldes com bens dos passageiros a passear no local do acidente "sem vergonha nenhuma".

Para Mark Rutte, "o acesso desimpedido e a rápida recuperação dos corpos é a prioridade número um".

Cartões bancários roubados

Os bancos holandeses afirmaram que estão a tomar "medidas preventivas" depois dos registos de que estão a ser recolhidos cartões bancários do local onde o avião da Malaysia Airlines caiu e onde morreram 193 cidadãos holandeses, incluindo um com dupla nacionalidade norte-americana e holandesa.

"Os media internacionais noticiaram que os cartões bancários das vítimas foram roubados. Os bancos estão a tomar as medidas preventivas necessárias", afirmou a Associação de Bancos Holandesa, em comunicado.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines, que fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur sob o número MH17, caiu na quinta-feira na região leste da Ucrânia com 298 pessoas a bordo, depois de, alegadamente, ter sido atingido por um míssil que a comunidade internacional diz ter sido disparado pelos rebeldes pró-russos.

A Rússia exigiu da Ucrânia respostas sobre o abate do avião da Malaysia Airlines, numa zona controlada pelos separatistas ucranianos pró-russos, acusando o Governo de Kiev de ser o responsável.

O "Boeing-777" perdeu na quinta-feira a comunicação com terra na região oriental de Donetsk - perto da cidade de Shaktarsk -, palco de combates entre forças governamentais ucranianas e rebeldes pró-russos, e vitimou todas as 298 pessoas que seguiam a bordo, chocando o mundo e provocando fortes trocas de acusações entre Moscovo e Kiev.

Por seu lado, o Governo ucraniano acusou também os rebeldes pró-russos, suspeitos de terem abatido o avião da companhia da Malásia, de "procurarem destruir, com o apoio da Rússia, as provas deste crime internacional".

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