Terrorismo

Homem detido em Espanha suspeito de recolher e enviar dinheiro para o Daesh

Homem detido em Espanha suspeito de recolher e enviar dinheiro para o Daesh

Um juiz espanhol decidiu manter em prisão provisória um elemento do aparelho financeiro do Daesh, detido na terça-feira pela Polícia Nacional, alegadamente responsável pelo envio e receção de dinheiro em muitos países europeus e árabes.

Segundo informação dada esta quinta-feira pela Polícia Nacional, o detido pertence ao "gabinete de remessas" da organização terrorista Estado Islâmico na Europa e fazia a gestão de fundos para reforçar a capacidade operacional do Daesh (acrónimo árabe do Estado Islâmico), facilitando a reorganização das suas estruturas enfraquecidas na Síria e o regresso dos combatentes estrangeiros à Europa.

A operação que levou à prisão deste homem contou com a colaboração das brigadas de informação de Madrid e Ceuta e da Europol (serviço europeu de polícia).

A polícia espanhola considera que, apesar da sua juventude, o detido era um elemento experiente e especializado, que enviava dinheiro para a Síria de simpatizantes jihadistas que apoiam o Daesh através das suas contribuições económicas.

A investigação da polícia foi iniciada depois da análise feita a informações obtidas em duas operações anteriores que levou à detenção de outros dois elementos que se dedicavam a realizar o mesmo tipo de operações.

Todos eles teriam operado no mesmo "gabinete de remessas", através do qual o dinheiro era enviado para a zona de conflito.

De acordo com os resultados das investigações, foi criada na Síria uma estrutura constituída principalmente por agentes financeiros e combatentes que trabalharam em estreita colaboração para prestar apoio financeiro a vários terroristas estrangeiros e membros operacionais de Daesh que estavam prontos a regressar à Europa.

Os combatentes estrangeiros contactavam, através das redes sociais, indivíduos de várias nacionalidades filantropos da causa que eram postos em contacto com um responsável financeiro do Daesh, que por sua vez solicitava dinheiro para financiar a organização.

Este responsável financeiro tinha no país do simpatizante pessoas de confiança, como o homem detido, para enviar o capital disponibilizado.

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